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Por que as mulheres vivem mais que os homens: fatores biológicos e sociais

Estrogênio e hábitos sociais ajudam as mulheres a viverem cerca de cinco anos a mais, mas convivem mais com incapacidades ao longo da vida

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  • Em média mundial, mulheres vivem cerca de cinco anos a mais que homens; a diferença varia por país (exemplos: Vietnã tem diferença de cerca de dez anos, Nigéria é menor).
  • Fatores sociais e comportamentais ajudam a explicar a diferença: hábitos, alimentação, menor procura por atendimento médico e maior incidência de mortes por acidentes, violência, homicídios e suicídios entre homens.
  • Hormônios também ajudam: estrogênio oferece proteção a várias funções do organismo, enquanto a testosterona pode estar ligada a comportamentos de maior risco.
  • Diferenças genéticas atuam também: fêmeas têm dois cromossomos X, enquanto machos têm X e Y, o que pode favorecer a sobrevivência das mulheres em mamíferos; em aves é o contrário.
  • Mesmo com a maior longevidade, mulheres tendem a conviver com doenças não fatais por mais tempo; ambiente e comportamento influenciam a expressão biológica.

Em todo o mundo, as mulheres vivem, em média, cinco anos a mais que os homens. A diferença persiste, mas varia bastante entre os países, com fatores sociais, comportamentais e biológicos em jogo.

Especialistas destacam que hábitos de vida, acesso a cuidados e mercados de trabalho influenciam essa diferença. Em nações como Rússia, Ucrânia e Vietnã, a expectativa de vida é significativamente maior para as mulheres.

Por outro lado, em países como a Nigéria, a distância entre as idades é menor. Campanhas públicas e mudanças de hábitos têm mostrado impacto em alguns lugares, mas não anulam a diferença biológica.

Estrogênio versus testosterona

Hormônios aparecem como uma peça importante. O estrogênio é associado a proteção cardiovascular, imunológica, óssea e cerebral. A oxigenação de processos antioxidantes pode contribuir para a longevidade feminina.

Já a testosterona masculina está ligada a comportamentos de maior risco. A relação entre esse hormônio e maior mortalidade ainda é estudada, com dados que sugerem efeitos complexos.

Pistas evolutivas

Alguns estudos com outras espécies ajudam a entender o tema. Em mamíferos, fêmeas costumam viver mais; em aves, o contrário ocorre. A diferença pode envolver cromossomos sexuais e estratégias evolutivas distintas entre grupos.

Nos mamíferos, mulheres possuem dois cromossomos X, enquanto homens têm X e Y. A duplicação de X pode oferecer redundância genética, potencialmente reduzindo o impacto de mutações.

E a idade e o bem-estar

Além da longevidade, pesquisas indicam que mulheres vivem mais tempo com doenças não fatais. Desconfortos como lombalgia, depressão e cefaleias aparecem com maior frequência ao longo da vida.

A imunidade mais ativa nas mulheres, associada a benefícios de proteção, também pode elevar a incidência de doenças inflamatórias. O equilíbrio entre biologia e ambiente é ressaltado pelos especialistas.

O que isso significa na prática

Profissionais lembram que, embora a biologia pese, ambiente e comportamento também moldam os resultados. Alimentação, sono, atividade física e níveis de estresse precisam ser considerados para vida mais longa e de qualidade.

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