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Justiça determina que Ratinho exiba direito de resposta de Erika Hilton

Justiça de São Paulo determina que Ratinho exiba direito de resposta de Erika Hilton no mesmo programa, com igual destaque e horário

Juiz afirmou que Ratinho (esq.) deslegitimou a personalidade da deputada (dir.) e atingiu indiretamente outras mulheres; sentença admite recurso
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  • A Justiça de São Paulo reconheceu o direito de resposta da deputada Erika Hilton após declarações do apresentador Ratinho sobre sua identidade de gênero; decisão da 2ª Vara Cível Central admite recurso.
  • O SBT deverá exibir o vídeo com o direito de resposta no mesmo programa em que as falas foram veiculadas, com igual destaque e horário.
  • Ratinho, no programa, disse que “mulher para ser mulher tem que ter útero” e que “ela não é mulher, ela é trans”, em 11 de março de 2026.
  • A sentença aponta que as falas deslegitimaram a deputada e atingiram indiretamente outras mulheres, ultrapassando limites de opinião.
  • Erika Hilton, eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, já havia protocolado representação contra Ratinho no Ministério Público de São Paulo; o SBT repudiou as declarações.

A Justiça de São Paulo reconheceu o direito de resposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP) após declarações do apresentador Ratinho sobre identidade de gênero. O SBT deverá exibir o vídeo com igual destaque e horário do programa em que as falas foram veiculadas, conforme a decisão da 2ª Vara Cível Central, publicada pelo TJ-SP em 17 de junho de 2026. Cabe recurso.

As falas, proferidas no Programa do Ratinho em 11 de março de 2026, chegaram a questionar a legitimidade de Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O início do processo teve impulso após a representação da deputada no Ministério Público de São Paulo.

Segundo a sentença, Ratinho extrapolou o limite opinativo ao negar a condição de mulher da parlamentar, desqualificando-a como pessoa. O magistrado citou entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre direitos de pessoas transgênero no registro civil. A decisão não impede divergências, apenas reprova o modo de externá-las em rede nacional.

Repercussões e etapas do processo

Erika Hilton protocolou representação no MP contra Ratinho, pedindo abertura de investigação criminal e indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. O SBT repudiou as falas e afirmou que elas não refletem a posição da empresa. A presidência da emissora comunicou desculpas oficiais à deputada.

O caso também levou o Ministério Público Federal a processar Ratinho e o SBT, buscando indenização e retirada do conteúdo. O Ministério das Comunicações informou que o episódio será analisado tecnicamente pela área reguladora de radiodifusão. Ratinho afirmou não se arrepender e manteve a posição.

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