- Estudo avaliou o efeito do suco clarificado de açaí em ratos adolescentes, em idade equivalente entre 10 e 18 anos, por dez dias, simulando o consumo diário de quinhentos ml.
- Os resultados mostraram redução significativa da ansiedade, com os animais explorando mais as áreas abertas.
- O experimento indicou efeito antidepressivo, com menor tempo de imobilidade no teste de nado forçado.
- Neurologicamente, houve proteção antioxidante no córtex pré-frontal; a amígdala apresentou menos danos celulares e o hipocampo ganhou maior atividade da enzima catalase.
- A equipe ressalta limitações do estudo, ainda realizado apenas em animais, e aponta a necessidade de mais pesquisas para compreender as vias moleculares envolvidas.
O estudo avaliou o efeito do consumo regular de suco de açaí clarificado em ratos adolescentes, em faixa equivalente a 10 a 18 anos. A pesquisa investiga implicações do alimento na saúde mental durante o neurodesenvolvimento.
O trabalho, realizado por uma equipe da UFPA em parceria com pesquisadores internacionais, focusou em compostos fenólicos presentes na fruta, especialmente as antocianinas, associadas a benefícios neurológicos. O método isolou polifenóis do açaí para testes laboratoriais.
Metodologia e participantes
Taiana Simas, doutoranda, liderou os experimentos com doses diárias de suco clarificado por dez dias. A equivalência buscou simular o consumo médio de 500 ml diários entre populações ribeirinhas.
Os animais passaram por testes de comportamento e memória. Não houve alteração na locomoção, mas houve redução de ansiedade e aumento de exploração em ambientes abertos. O antidepressivo também foi indicado por menor imobilidade no nado forçado.
Resultados e implicações
Os pesquisadores observaram melhoria de desempenho no córtx pré-frontal, área envolvida na regulação emocional. Houve aumento da atividade antioxidante, com maior presença das enzimas glutationa peroxidase e catalase em regiões como amígdala e hipocampo.
Os autores destacam que os achados são preliminares, pois o estudo continua em nível animal. Novas etapas devem esclarecer vias moleculares que explicam o alívio do estresse observado. A pesquisa ressalta o valor de conhecimento tradicional de comunidades da Amazônia.
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