- Em estudo de fase três com 500 pacientes com câncer pancreático metastático, o daraxonrasib quase dobrou a sobrevida média em relação à quimioterapia, de 6,7 meses para 13,2 meses.
- O ganho de sobrevida corresponde a uma redução de cerca de 60% no risco de morte entre os pacientes.
- O medicamento funciona de forma indireta sobre o KRAS, ligando-se à ciclofilina A para bloquear sinais que promovem a multiplicação das células.
- O efeito colateral mais comum foi erupção intensa na pele, observado em mais de 86% dos participantes; houve também estomatite, diarreia, náusea e vômitos.
- O próximo passo é a avaliação regulatória; a fabricante pretende pedir aprovação à FDA e a outros órgãos ao redor do mundo, com possibilidade de uso em clínicas nos próximos meses.
O daraxonrasib, novo medicamento oral, mostrou resultados promissores em estágio avançado de câncer de pâncreas metastático. Em estudo de fase 3 com 500 pacientes, quase dobrou a sobrevida em comparação com a quimioterapia padrão. O resultado foi apresentado pela Revolution Medicines em 31 de maio de 2026.
A droga atua de forma diferente de quimio tradicionais: ao se ligar a uma molécula chamada ciclofilina A, o medicamento impede a ativação de KRAS mutante, principal alvo da doença. O tratamento reduz o risco de morte em cerca de 60% e elevou a sobrevida média de 6,7 meses para 13,2 meses.
Resultados do estudo apontam que o daraxonrasib teve maior adesão terapêutica que a quimioterapia, com menos interrupções por efeitos graves. A erupção cutânea foi o efeito colateral mais comum, observado em muitos pacientes, seguido por estomatite, diarreia, náusea e vômitos.
Como funciona o daraxonrasib
O fármaco é administrado uma vez ao dia e atua ao bloquear sinais do KRAS ativo, foco da proliferação tumoral. O mecanismo envolve a ligação a uma proteína auxiliar, a ciclofilina A, que facilita o bloqueio da via de crescimento.
Próximos passos regulatórios
Os dados do estudo já foram disponibilizados às autoridades regulatórias. A Revolution Medicines pretende pedir aprovação à FDA e a outros órgãos globais, com possibilidade de análise acelerada.
Perspectivas futuras
Se aprovado, o medicamento pode chegar a clínicas nos próximos meses. Pesquisas adicionais devem explorar combinações com outras terapias para reduzir a resistência tumoral e ampliar os benefícios em pacientes com câncer pancreático.
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