- Brasil registra entre oitenta mil e noventa mil novos casos de tuberculose por ano, segundo o Ministério da Saúde.
- Especialistas da Unifesp destacam que a pandemia prejudicou o cuidado com outras doenças e que a tuberculose está ligada a condições socioeconômicas.
- Em 2025, foram seis mil mortes por tuberculose no Brasil; o abandono do tratamento favorece resistência bacteriana, mesmo que a resposta inicial ao tratamento seja positiva.
- O tratamento dura no mínimo seis meses e o Sistema Único de Saúde oferece tratamento supervisionado, com visitas domiciliares para acompanhar a medicação.
- Pessoas com tosse persistente por mais de três semanas, que não melhora com antibióticos, devem procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação.
Brasil registra entre 80 mil e 90 mil novos casos de tuberculose por ano, segundo o Ministério da Saúde. Em entrevista ao CNN Sinais Vitais, especialistas da Unifesp analisam o aumento após a pandemia e o peso das desigualdades.
A infectologista Nancy Bellei ressalta que a pandemia prejudicou o cuidado com outras doenças. Ela afirma que a tuberculose caminha junto de condições como desnutrição, alcoolismo, dificuldades sociais e vulnerabilidade de pessoas com HIV não tratadas.
O pneumologista Clystenes Odyr Soares Silva aponta um dado preocupante para 2025: seis mil mortes pela doença. Ele explica que o tratamento reduz a transmissibilidade em semanas, mas o abandono é um risco sério.
O especialista ressalta que, ao fim de um ou dois meses de tratamento, muitos pacientes se sentem bem e interrompem o uso. O acompanhamento envolve evitar álcool, fumo e manter boa alimentação, para evitar falhas no esquema terapêutico.
Controle e tratamento
O SUS oferece o tratamento da tuberculose de forma supervisionada e com acompanhamento de agentes de saúde, o que quebra a cadeia de transmissão. Parte desse esforço foi comprometida durante a pandemia, segundo os especialistas.
Nancy Bellei enfatiza a importância da continuidade do cuidado. Agentes de saúde realizam visitas domiciliares para entregar medicação e monitorar adesão ao tratamento, processo essencial para o sucesso terapêutico.
Os especialistas destacam ainda a necessidade de conscientização da população. Pessoas com tosse persistente por mais de três semanas devem buscar atendimento médico, especialmente se não houver melhora com antibióticos.
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