- Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo monitoraram oito cavalos da raça Gotland Russ no Zoológico Infantil de Gotemburgo para entender o estresse em presença humana.
- Ao serem acariciados por crianças e adultos, a frequência cardíaca ficou em média 51 bpm, indicando resposta estável durante interação.
- Em repouso, a frequência cardíaca era de 42,5 bpm; em exercício, 85 bpm.
- O barulho de uma escavadeira ligado próximo aos piquetes elevou a frequência cardíaca e levou os cavalos a se distanciarem da máquina.
- Outros sons, como latidos de cães ou carros passando, não Alteraram a frequência cardíaca dos animais.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, acompanhou oito cavalos da raça Gotland Russ no Zoológico Infantil de Gotemburgo. Monitores de frequência cardíaca registraram reações em repouso e durante atividades, para entender o impacto do ambiente com visitantes.
Os resultados mostram que o carinho de crianças não eleva o estresse dos animais. A frequência cardíaca em repouso ficou em 42,5 bpm e, durante o esforço, atingiu 85 bpm, sem indicar estresse significativo apenas pela convivência com pessoas.
Fatores de estresse e resultados
O que realmente elevou a pressão foi o barulho de máquinas pesadas. Quando uma escavadeira foi ligada próximo aos piquetes, a frequência cardíaca aumentou de forma relevante e os cavalos se afastaram da máquina. Latidos, carros e demais sons não apresentaram efeito semelhante.
Os pesquisadores destacam que cavalos costumam conviver com humanos há milhares de anos. A equipe do zoológico avaliou o bem-estar como prioridade e celebra a cooperação com a universidade para identificar sinais de estresse ocultos, buscando melhorias contínuas no manejo.
Reações a outros sons
Além da escavadeira, outros sons do parque mostraram pouca influência na frequência cardíaca durante os passeios. A pesquisa aponta que o ambiente com alta presença humana não deve, por si só, comprometer o bem-estar, desde que fatores perturbadores sejam minimizados.
A diretora científica do zoológico reforça o compromisso com o bem-estar animal e a importância de estudos que avaliem impactos de visitantes. A instituição aguarda novas pesquisas sobre atividades com pôneis e outras interações no parque.
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