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Laser 3D que monitora o Coliseu será utilizado no Museu do Ipiranga

Laser 3D, usado no Coliseu, será aplicado no Museu do Ipiranga para criar modelo 3D e monitorar conservação e gestão do edifício

À esquerda, o Museu do Ipiranga em São Paulo, um edifício amarelo neoclássico com uma grande fonte e jardins verdes. À direita, o Coliseu em Roma, uma estrutura antiga de pedra com arcos iluminados em tons de laranja ao entardecer
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  • Tecnologia de escaneamento a laser 3D, portátil do tamanho de uma caixa de sapatos, será usada no Museu do Ipiranga para criar um modelo digital tridimensional da edificação.
  • O objetivo é comparar o estado atual com restaurações anteriores e monitorar a estrutura ao longo do tempo por meio de um sistema HBIM (Modelagem da Informação de Edifícios Históricos).
  • As obras no museu devem começar em julho e ocorrer de forma gradual, sem interferir no funcionamento do espaço.
  • A novidade foi anunciada pela professora Beatriz Kuhl, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, que destacou que a técnica já foi aplicada no edifício da FAU-USP.
  • O Museu do Ipiranga, localizado no antigo local da Proclamação da Independência de 1822, reabriu ao público em 2022 após restauração de nove anos.

O uso de escaneamento a laser 3D, aplicado ao Coliseu, será implementado no Museu do Ipiranga, em São Paulo. A iniciativa visa criar um modelo digital tridimensional do estado atual do prédio e servir de base para monitoramento.

O equipamento, portátil e do tamanho de uma caixa de sapatos, registra geometrias e a luz refletida, permitindo identificar materiais, umidade, mofo e pontos de atenção estrutural. A tecnologia oferece dados reproduzíveis para conservação.

O sistema é desenvolvido pela Universidade de Ferrara, na Itália, e já foi utilizado em edifícios históricos para mapear superfícies com alta precisão. Também foi aplicado na FAU-USP para indicar intervenções de conservação.

Implementação no Museu do Ipiranga

A novidade foi anunciada pela professora Beatriz Kuhl, da FAU-USP. Os trabalhos devem começar em julho e ocorrer de forma gradual, sem atrapalhar o funcionamento do museu.

O objetivo é obter um modelo 3D completo, com áreas internas e externas, para comparar situações antes e depois da restauração. A metodologia visa reduzir imprevistos e facilitar o monitoramento.

Além disso, os dados alimentaram um sistema HBIM, que atuará como plataforma de gestão e conservação do museu, orientando intervenções futuras com base no histórico digital.

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