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Mãe celebra alta de gêmeas nascidas com 25 semanas após 3 meses na UTI em SC

Mãe celebra alta de gêmeas nascidas com 25 semanas após três meses na UTI Neonatal, marco dos avanços da medicina para prematuros extremos

À esquerda, Anderlândia segurando a Cecília pela primeira vez, no dia 1 de abril e à direita segurando a Celina pela primeira vez, no dia 15 de março — Foto: Arquivo Pessoal
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  • Mãe verify Jessica? (No, corrigir) Mãe Anderlânia de Oliveira Silva, de Itajaí (SC), teve gêmeas Celina e Cecília nas 25 semanas de gestação e ficou três meses na UTI neonatal antes de levarem-nas para casa.
  • As recém-nascidas enfrentaram hemorragia cerebral, infecção hospitalar, broncodisplasia pulmonar, sepse tardia, anemia, hipoglicemias e um problema cardíaco chamado persistência do canal arterial, além de retinopatia da prematuridade grau 3 que exigiu cirurgia.
  • O peso inicial foi muito baixo e o ganho de peso diário foi monitorado; as mães comemoraram quando atingiram 1 quilo e, mais tarde, a extubação.
  • A alta ocorreu após três meses de internação no Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen (HMMKB), representando avanço da medicina neonatal no tratamento de prematuras extremas.
  • O acompanhamento pós-alta inclui neonatologista e outras especialidades, com calendário vacinal e monitoramento do desenvolvimento neuromotor para evitar complicações futuras.

Anderlânia de Oliveira Silva, veterinária de 29 anos, de Itajaí (SC), viveu uma gravidez marcada pela prematuridade extrema. As gêmeas Celina e Cecília nasceram com 25 semanas de gestação, após três meses de internação na UTI neonatal, antes de irem para casa.

O parto prematuro ocorreu apesar de repouso absoluto, com o colo do útero já encurtado desde o terceiro mês. As recém-nascidas enfrentaram uma serial de complicações desde o nascimento, exigindo suporte vital imediato e monitoramento intensivo.

A mãe acompanhava tudo entre o hospital e a casa, celebrando cada avanço, enquanto a equipe médica avaliava a evolução das prematuras e a necessidade de intervenções complexas para proteger a saúde das filhas.

Desafios da prematuridade

Bebês de 25 semanas apresentam riscos elevados de problemas respiratórios, digestivos, neurológicos e visuais. Pulmões imaturos, pele fina e sistema imune ainda em desenvolvimento tornam a sobrevivência desafiadora.

As gêmeas enfrentaram hemorragias cerebrais, infecções hospitalares, broncodisplasia pulmonar e alterações metabólicas. Um quadro de retinopatia da prematuridade exigiu cirurgia para preservar a visão.

Durante a internação de três meses, houve preocupação com a possibilidade de cirurgia cardíaca e com a preservação da visão, além de monitoramento de peso, alimentação e respiração. A família acompanhou cada pequeno ganho.

Alta e continuidade do cuidado

Após longos meses de cuidado intensivo, Celina e Cecília receberam alta e retornaram para casa com acompanhamento regular de neonatologista. A orientação médica enfatiza continuidade de vacinas, desenvolvimento neuromotor e prevenção de infecções.

Para a mãe, a alta representa a conclusão de uma jornada marcada pela esperança e pela fé. O Hospital Marieta Konder Bornhausen destacou que esse desfecho reforça avanços na medicina neonatal, com uso de surfactante, nutrição especializada e monitoramento próximo.

Hoje, as duas gêmeas seguem sob acompanhamento médico, com o objetivo de desenvolvimento saudável e integração gradual ao ambiente familiar, mantendo a vigilância necessária nos primeiros meses em casa.

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