- G7 e os EUA avaliam licenciar empresas com base na Ucrânia para fabricar mísseis de longo alcance e sistemas de defesa aérea, compensando estoques reduzidos. O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que produção é baixa e licenças podem ajudar.
- A declaração do G7 prometeu ampliar a entrega de defesas aéreas, sistemas adicionais e interceptores, além de considerar licenças para ampliar a produção militar doméstica na Ucrânia.
- Os líderes do G7 destacaram uma unidade crescente para pressionar a Rússia a acabar com a guerra, sinalizando uma mudança de postura com relação ao governo dos Estados Unidos.
- Macron ressaltou uma “mudança muito profunda na abordagem dos EUA” e a disposição conjunta de avançar na questão, enquanto Trump elogiou conversas com Zelensky e Putin e mencionou que os dois lados querem agir, porém sem saber como.
O bloco de aliados confirmou que Kyiv poderá licenciar empresas sediadas na Ukraine para fabricar mísseis de alcance longo e sistemas de defesa aérea. A medida busca preencher déficits de munição de defesa aérea diante de estoques em declínio. O anúncio teve apoio de países do G7 e dos EUA.
Segundo o acordo, as licenças permitem que fabricantes europeus e ucranianos participem da produção, com escritórios nos EUA potencialmente autorizados a conceder autorizações a fabricantes europeus. A ideia é ampliar capacidades de defesa e, ainda, explorar produção doméstica na Ucrânia.
A notícia ocorre em meio a uma ênfase renovada em pressionar a Rússia para encerrar o conflito, com líderes do G7 sinalizando maior unidade. O encontro refletiu uma percepção de mudança na abordagem dos EUA, segundo analistas, e a perspectiva de maior cooperação entre aliados para fortalecimentos militares.
Fontes próximas às negociações indicam que, além de sistemas de defesa, pode haver apoio a capacidades de penetrar defesas inimigas, desde que sob licenciamento. A resposta internacional ocorre diante de críticas a prazos de deslocamento de tropas e de alta demanda por interceptores contra mísseis cruzeiro e balísticos.
Em Londres, Paris e outros palcos diplomáticos, a condução da resposta tem sido orientada por coordenação entre líderes europeus e Washington. O objetivo é acelerar fornecimentos e ampliar a produção, mantendo a Ucrânia com capacidade de defesa diante de ameaças contínuas.
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