Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Peixe vive sem machos há milênios, aponta estudo

Molinésia-amazona reproduz-se por ginogênese há milênios; conversão genética funciona como recombinação, ajudando na conservação da espécie

Molinésia-amazona.
0:00
Carregando...
0:00
  • A molinésia-amazona reproduz por ginogênese, em que a fêmea usa o esperma apenas para desenvolver as ovas, gerando clones femininos e descartando o DNA do parceiro.
  • Ela vive em águas quentes e lentas de rios no México e no sul do estado do Texas, nos Estados Unidos.
  • A reprodução assexuada reduz a variabilidade genética, tornando a espécie mais vulnerável a mudanças ambientais, avaliação contrastada pela vantagem da diversidade da reprodução sexuada (catraca de Müller).
  • A pesquisa destaca uma capacidade genética única: a conversão genética, que reparando DNA danificado funciona de modo similar à recombinação sexual, favorecendo a conservação da espécie.
  • Segundo estudo publicado na Nature, a molinésia-amazona conseguiu sobreviver por cerca de cem mil anos apesar das desvantagens da reprodução por clonagem.

Um estudo publicado na Nature explica como a molinésia-amazona, um peixe que se reproduz por clonagem, conseguiu sobreviver sem machos por cerca de 100 mil anos. A pesquisa indica que a espécie mantém a conservação genética por meio de um mecanismo único.

A molinésia-amazona habita rios quentes e calmos no México e no sul do Texas, nos EUA. Diferente de muitos peixes, a fêmea usa o esperma apenas para desenvolver as ovas, descartando o DNA do parceiro. O processo é chamado ginogênese e produz clones femininos.

Apesar de facilitar a propagação, a reprodução assexuada reduz a diversidade genética. Isso torna a espécie mais sensível a mudanças ambientais e a fatores de risco, como doenças, diante da ausência de variabilidade.

Habilidade genética

Segundo a pesquisa, a conservação ocorre graças à conversão genética, uma forma de manter o DNA estável, reparando danos. O processo funciona como modelo para reparar o material genético, mantendo o organismo viável.

Na molinésia-amazona, a conversão é mais frequente e atua de modo semelhante à recombinação sexual. Ao reparar o DNA, surgem mutações que geram variações entre os indivíduos.

Essas mutações, embora ocorram durante a reparação, ajudam a diferenciar os descendentes. Assim, a espécie evita a acumulação de genes problemáticos e preserva sua capacidade de adaptação ao ambiente.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais