Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Por que consumo de insetos caiu? Estudo apresenta hipóteses

Estudo com DNA de tártaro revela que humanos modernos ingeriam insetos incidentalmente, enquanto neandertais os consumiam com mais frequência, moldando dietas e quitinases

Insetos eram muito importantes na alimentação dos Neandertais
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo publicado na Science Advances analisou DNA preservado em tártaro de 745 amostras de pessoas que viveram entre nove mil e mais de cem mil anos atrás.
  • Humanos modernos da Europa, Ásia Central e Ásia Oriental teriam consumido insetos de forma incidental, provavelmente via água ou alimentos contaminados.
  • Neandertais apresentaram maior DNA de insetos nos dentes, incluindo dípteros, indicando uso alimentar mais frequente.
  • Populações do norte da Eurásia mostraram mutações que reduzem a digestão da quitina;Neandertais e Denisovanos tinham variantes que favoreciam a digestão de insetos.
  • Pesquisadores sugerem que a entomofagia pode ter sido mais relevante em ambientes tropicais e que novas tecnologias podem tornar os insetos uma fonte viável de proteína no futuro.

Um estudo publicado na Science Advances sugere diferenças no consumo de insetos entre humanos modernos e neandertais, com evidências baseadas em DNA preservado em tártaro dentário. As amostras são de indivíduos que viveram entre 9 mil e mais de 100 mil anos atrás.

Conduzido pelo Instituto de Biologia Evolutiva (IBE), na Espanha, o trabalho analisou 745 vestígios de DNA em tártaro de diversas regiões. Esse material funciona como uma cápsula do tempo biológica, preservando traços da dieta ao longo da vida.

O que aconteceu

A pesquisa aponta que os Homo sapiens da Europa, Ásia Central e Ásia Oriental não praticavam entomofagia de forma regular, com insetos aparecendo incidentalmente via água ou alimentos contaminados. Neandertais, porém, apresentaram maior presença de DNA de insetos.

Quem está envolvido

Pablo Librado, pesquisador principal do IBE, destaca que a escassa presença de insetos na dieta humana do norte da Eurásia reflete uma história ecológica e evolutiva. Manuel Piñero, autor do estudo, salienta a possible relação entre insetos e áreas úmidas onde ocorriam carcaças.

Onde e quando ocorreu

As análises envolvem amostras de tártaro de indivíduos de várias regiões da Eurásia, com idades que vão desde o Mesolítico até períodos anteriores. A comparação incluiu entre humanos modernos e neandertais, além de um único Denisovano.

Por que isso importa

Os pesquisadores observaram mutações em genes de digestão da quitina, presentes há pelo menos 9 mil anos, sugerindo menor capacidade de processar esse componente em populações do norte da Eurásia. Já neandertais e o Denisovano analisados apresentaram variantes favoráveis à digestão de insetos.

Detalhes adicionais

Entre os vestígios encontrados nos dentes dos neandertais, destacam-se dípteros, o que sugere exploração de reconhecidos ambientes úmidos. A hipótese é de que insetos estivessem associados ao consumo de carcaças de animais em áreas pantanosas.

Olhar para o futuro

Os autores discutem que a disponibilidade de insetos em regiões tropicais pode ter favorecido dietas com maior ingestão de insetos em certas populações. Tecnologias modernas de processamento alimentar são citadas como forma de contornar barreiras biológicas na digestão da quitina.

Impacto científico

O estudo reforça a ideia de que hábitos alimentares e adaptações genéticas se moldaram conforme o ambiente e a disponibilidade de recursos ao longo da evolução humana, incluindo a relação com insetos e exoesqueletos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais