- Mergulhadores removiam redes de pesca abandonadas no Estreito da Sicília e registraram o que parece ser a primeira filmagem de um tubarão-branco adulto no Mediterrâneo.
- O avistamento ocorreu na semana passada, durante ações da Healthy Seas Foundation para recuperar redes fantasmas de um naufrágio no Mediterrâneo central.
- O vídeo mostra o tubarão cercado por cerca de uma dúzia de peixes-piloto listrados; as imagens foram gravadas pelo mergulhador voluntário Derk Remmers, da Ghost Diving.
- Veronika Mikos, diretora da Healthy Seas, destacou que o Mediterrâneo ainda abriga vida marinha e ressaltou a importância de proteger o ecossistema de redes abandonadas e da sobrepesca.
- Pesquisadores dizem que o avistamento pode ajudar a entender a distribuição e o comportamento da espécie criticamente ameaçada, mas análises adicionais são necessárias; a população de tubarões-brancos no Mediterrâneo é desconhecida.
Uma equipe removia redes de pesca abandonadas no Mediterrâneo central quando capturou a primeira filmagem de um tubarão-branco adulto na região. O registro ocorreu no Estreito da Sicília, entre a Itália e o Norte da África, na semana passada.
A operação foi conduzida pela Healthy Seas Foundation, visando retirar redes fantasmas de um naufrágio em área de alta biodiversidade. O vídeo mostra o tubarão acompanhado por uma dezena de peixes-piloto listrados.
O mergulho contou com a participação de Derk Remmers, da Ghost Diving, que registrou as imagens e fotografias do animal. O material foi produzido por equipes parceiras do projeto.
Outro mergulhador envolvido, Pascal van Erp, sugeriu em relatos que o tubarão pode ter sido atraído pela vida marinha presa na rede abandonada, incluindo tartarugas.
Segundo a Healthy Seas, avistamentos de tubarões-brancos no Mediterrâneo são raros e o tamanho da população local permanece desconhecido. Encontros anteriores não teriam sido filmados.
Veronika Mikos, diretora da Healthy Seas, destaca que episódios como esse evidenciam a importância da proteção de habitats costeiros frente a redes fantasmas e pesca excessiva.
Pesquisadores da missão afirmam que o avistamento pode contribuir para compreender a distribuição e o comportamento da espécie ameaçada, mas acompanham análises adicionais para confirmar conclusões.
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