- O consumo excessivo de proteína pode trazer riscos à saúde, especialmente quando ultrapassa cerca de 1,2 grama por quilo de peso corporal por dia.
- A maior parte da proteína na dieta costuma vir de carne e derivados, o que se associa a maior risco de doença cardíaca e diabetes tipo 2.
- Excesso de carne vermelha e carnes processadas também está ligado a um aumento do risco de câncer, principalmente colorretal.
- Dietas com foco alto em proteína e baixo consumo de fibras (vegetais e grãos integrais) podem causar prisão de ventre e outros problemas digestivos.
- Sem prática de exercícios, o ganho de proteína pode levar ao ganho de peso; em quem tem doença renal crônica, o excesso de proteína pode sobrecarregar os rins.
Conheça os 5 riscos ligados ao abuso de proteínas. Especialistas alertam para o erro comum de mirar apenas em um nutriente, sem considerar a dieta como um todo. A tendência é ver proteínas em destaque em produtos industrializados e na pirâmide alimentar recente.
Pesquisas indicam que adultos nos EUA consomem mais proteína do que o necessário para a saúde. No Brasil, também há apontamentos de excesso. Um levantamento de 2025 mostrou que 71% dos adultos tentavam aumentar a ingestão proteica, ante 59% em 2022.
A proteína é essencial, mas excesso pode trazer riscos para a saúde. Não existe uma regra rígida sobre o que é excessivo, mas números acima de 1,2 g por kg de peso corporal podem provocar efeitos indesejados.
Doença cardíaca e diabetes tipo 2
Frequentemente, a maior parte da proteína vem de carne e derivados. Em estudo de 2021, alimentos de origem animal responderam por quase 70% do total de proteína consumida.
O consumo elevado de carne vermelha e processada está ligado a maior risco de doença cardíaca e diabetes tipo 2, segundo especialistas.
Uma revisão de 2023 mostrou que 100 g extras de carne vermelha aumentaram em 11% o risco cardíaco; 50 g adicionais de carne processada elevaram em 26%. Risco de diabetes também aumenta com mais carne vermelha.
Câncer
O consumo excessivo de carne vermelha e processada também eleva o risco de câncer, especialmente colorretal. Um estudo de 2024 associou dietas ricas em carne vermelha a 30% mais probabilidade de câncer colorretal; carne processada, 40%.
Fontes proteicas vegetais, peixes e laticínios fermentados são apresentados como alternativas mais saudáveis, segundo especialistas.
Pessoas que priorizam vegetais e grãos integrais têm menor probabilidade de desenvolver certos tipos de câncer, além de menor risco cardiovascular e de diabetes.
Prisão de ventre e outros problemas digestivos
Quem aumenta proteínas pode negligenciar fibras, comuns em vegetais e grãos integrais. Fibras são essenciais para intestino saudável e microbiota.
Dietas com mais proteína podem reduzir a ingestão de fibras, aumentando distúrbios gastrointestinais.
A recomendação envolve distribuir vegetais, proteínas e grãos na maioria das refeições, mantendo equilíbrio calórico.
Ganho de peso
A ideia de que mais proteína ajuda a perder peso pode falhar sem treino adequado. Excesso calórico, mesmo proteico, é convertido em gordura se não houver atividade física suficiente.
Preferir proteínas em detrimento de vegetais pode favorecer ganho de peso. Um exemplo: meia xícara de vegetais tem cerca de 25 calorias, vs. 140 calorias de frango cozido.
Problemas renais
Rins saudáveis não costumam exigir cautela extrema, mas pessoas com doença renal crônica precisam monitorar a proteína.
Alto consumo de proteína pode sobrecarregar rins já comprometidos. Pedras nos rins também são citadas como possível efeito, embora boa hidratação reduza o risco.
A orientação é ajustar a ingestão conforme condições médicas e orientação profissional.
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