- A Phantom, robô humanoide da Foundation Robotics, está em fase de aprendizado básico em um espaço industrial de São Francisco, exibindo “jogos livres” com blocos coloridos.
- A empresa afirma ser a única nos EUA a desenvolver robôs humanoides para aplicações de defesa, incluindo funções de apoio, reconhecimento, recuperação e inspeção de perigos, além de eventual utilização em combate.
- No estágio atual, o Phantom MK-1 não tem bateria, não é à prova d’água nem antiderrapante, não se levanta sozinho após queda e tem mãos pouco fortes; a segunda geração promete ser à prova de intempéries, com bateria de seis horas e melhor capacidade de recuperação.
- A meta é produzir pelo menos quarenta mil unidades por ano até o fim de 2027, com custo estimado inferior a vinte mil dólares cada, visando uso militar e civil. A pilotagem com armas é estudada, incluindo testes na Ucrânia; nos EUA, o piloto está limitado a manuseio, não ao armamento.
- Há ceticismo sobre a eficácia militar dos humanoides, com especialistas destacando que robôs quadrúpedes podem ter desempenho superior em terreno. Questões éticas também aparecem, como o risco de militarizar a tecnologia e a necessidade de regras internacionais.
Foundation Robotics desenvolve o robô humanoide Phantom com aplicações militares e civis. Em San Francisco, a equipe mostrou o modelo acompanhado de tarefas simples, como empilhar blocos, para coletar dados de interação com o ambiente.
O cofundador Sankaet Pathak explicou que o objetivo é testar a percepção do robô em situações reais. O Phantom MK-1 não tem bateria própria, nem à prova d’água e não pode se levantar sozinho após uma queda. As mãos ainda são o maior desafio.
Um segundo modelo, o Phantom MK-2, está sendo produzido em parte de uma instalação restrita. Espera-se que seja resistente a elementos, tenha uma bateria que dure cerca de seis horas e conte com recuperação de quedas e maior robustez.
Pathak afirma que o desenvolvimento pode reduzir danos colaterais, com maior precisão em operações terrestres. A visão é de que centenas de milhares de robôs guiados por IA formem uma força de apoio ao lado de drones autônomos.
A Fundação já firmou contratos de pesquisa no total de 24 milhões de dólares para testar a tecnologia com o Exército dos EUA e com duas unidades em avaliação pela Ucrânia. Nos testes com militares amerikanos, o pilotamento está limitado à manipulação, ainda sem armas ativas.
O interesse militar norte-americano é corroborado por concursos de robôs humanoides que buscam ampliar tarefas dos soldados. Especialistas destacam que o tema envolve dilemas éticos, legais e de confiança em ambientes imprevisíveis.
Alguns analistas ressaltam que existem robôs quadrúpedes e drones usados para transportar cargas explosivas, com aplicações mais comuns em cenários de combate. Contudo, há quem defenda a priorização dos modelos bípedes para manter a similitude com ferramentas existentes.
Críticos apontam que a forma humanoide pode não ser a mais eficiente para o campo de batalha. A visão de Pathak, porém, é de que a forma humana facilita adaptação a ambientes já projetados para pessoas.
Experiências em IA mostram que Phantom usa Cortex, um sistema de IA com dois componentes: um modelo de raciocínio específico para tarefas e um modelo de mundo que antecipa respostas do ambiente, com visão em 360 graus.
Outros especialistas enfatizam que a autonomia de armas letais levanta riscos de desumanização e de responsabilização. Entidades ligadas a organizações internacionais defendem regras para desescalar o avanço tecnológico.
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