- O Ministério da Saúde suspendeu preventivamente a vacinação contra dengue do Butantan após relatos de reações associadas temporariamente à dose, com orientação para monitorar pessoas vacinadas nas últimas três semanas.
- Entre 500 mil doses aplicadas, foram registradas 42 reações adversas; três foram graves e duas resultaram em morte.
- Nos dois óbitos, uma mulher de 48 anos apresentou comprometimento neurológico 19 dias após a vacinação; um homem de 58 anos teve febre cinco dias após tomar a dose, evoluindo para dengue grave com choque refratário.
- Ainda não há confirmação de relação de causalidade entre a vacina e as ocorrências graves; o governo considera o caso um sinal de alerta e interrompe temporariamente a estratégia de vacinação até as investigações concluírem.
- A vigilância permanece acionada, com acompanhamento de pacientes vacinados nos últimos 21 dias para identificar sinais de alerta ou reações adversas.
O Ministério da Saúde suspendeu preventivamente o uso da vacina contra dengue produzida pelo Instituto Butantan, após registro de reações adversas associadas temporalmente à aplicação do imunizante. A medida envolve unidades que aplicaram a vacina nas últimas três semanas e visa monitorar possíveis efeitos.
Foram reportadas 42 reações entre 500 mil pessoas vacinadas, sendo três graves, das quais duas resultaram em morte. Não há confirmação de relação de causalidade entre as ocorrências e a vacina até o momento.
As mortes ocorreram em momentos distintos após a vacinação. Uma mulher de 48 anos apresentou comprometimento neurológico 19 dias após receber a dose. Um homem de 58 anos evoluiu com dengue grave cinco dias depois da vacinação, com choque refratário.
Situação atual e próximos passos
O Ministério informou que não há dados suficientes para estabelecer causalidade, mas classifica o caso como sinal de alerta. A descontinuidade temporária da estratégia de vacinação continuará até as investigações concluírem a relação com o imunizante.
Nos últimos 21 dias, houve acompanhamento especial de indivíduos vacinados e das unidades de saúde para identificar sinais de alerta ou reações adversas relevantes. Padilha destacou que os 42 casos representam oito eventos por 100 mil doses aplicadas.
Segundo o governo, os registros não apareceram nos estudos clínicos da vacina, testada com 11 mil pessoas. Eventos inesperados foram observados fora dos dados dos estudos. A pasta disse que continuará as apurações até confirmar ou descartar vínculos de causalidade.
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