- Maio de 2026 foi o segundo mês mais quente já registrado, com temperatura média de 15,81°C, 0,55°C acima da média de referência (1991-2020).
- A temperatura dos oceanos também ficou entre as mais altas para o período, segundo o serviço Copernicus.
- O El Niño deve retornar no segundo semestre, com probabilidade de 82% a partir de julho, de acordo com a NOAA.
- O fenômeno pode ampliar o aquecimento global e trazer padrões de chuva irregulares, com variações de secas e enchentes conforme a região.
- O Copernicus aponta que as marcas de aquecimento estão associadas principalmente à crise climática causada pela queima de combustíveis fósseis.
O mês de maio de 2026 ficou registrado como o segundo mais quente da história em média global, segundo o serviço Copernicus, da União Europeia. A alta ocorreu tanto na superfície terrestre quanto nos oceanos, consolidando a tendência de aquecimento associada a padrões climáticos intensos.
O relatório destaca que a temperatura média global ficou em 15,81°C, 0,55°C acima da média de referência (1991-2020). O resultado ficou atrás apenas de maio de 2024, mantendo-se à frente de maio de 2025 e de 2023.
A apuração aponta que o aumento está ligado, entre outros fatores, ao El Niño, evento climático cíclico que deve retornar ainda neste ano e pode elevar ainda mais as temperaturas globais e provocar regimes de chuva irregulares. O fenômeno tende a ampliar extremos climáticos.
Analistas observam que maio foi particularmente quente na região tropical do Pacífico, área associada à formação do El Niño. A projeção da NOAA aponta uma probabilidade elevada de retorno do evento a partir de julho, o que reforça previsões de intensificação do aquecimento global.
Especialistas ressaltam que a crise climática é o principal impulsionador das marcas recentes, com impactos variados conforme a região. Em maio, houve padrões de seca em algumas áreas e de chuvas intensas em outras, refletindo a complexa dinâmica climática.
O Copernicus também aponta diferenças regionais, com a Europa registrando primavera excepcionalmente quente em várias nações, ao mesmo tempo em que enfrenta secas em países como Itália e Espanha e maior umidade em norte e leste do continente. Esses sinais ilustram o desequilíbrio climático em curso.
Continuam os alertas das organizações internacionais. A ONU destacou a necessidade de ações climáticas urgentes, como redução de fossil fuels, aceleração de energias renováveis e melhoria de sistemas de alerta precoce para reduzir vulnerabilidades diante do El Niño e de eventos extremos.
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