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Diferença entre a vacina da dengue do SUS e a suspensa do Butantan

Mesmo com a suspensão do imunizante do Butantan, o SUS mantém a aplicação da Qdenga para jovens de 10 a 14 anos; 42 reações graves e dois óbitos sob investigação, sem alterar eficácia

Entenda a diferença entre a vacina da dengue do SUS e a suspensa do Butantan
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  • O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente o uso da vacina do Butantan, mas a rede pública segue oferecendo a Qdenga aos pacientes.
  • No SUS, a vacina utilizada é a Qdenga, desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda, disponível desde 2024 para jovens de 10 a 14 anos.
  • A suspensão da vacina do Butantan ocorreu após 42 reações adversas severas em cerca de 501 mil pessoas vacinadas, com dois óbitos sob investigação.
  • O imunizante do Butantan era destinado a profissionais da Atenção Primária e ao público de 15 a 49 anos em quatro locais: Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e região de Araguaína (TO).
  • Especialistas destacam que a suspensão segue protocolos de monitoramento; a dengue tem apresentado queda na circulação no país, com 171,1 casos por 100 mil habitantes neste ano, ante 3.193 por 100 mil em 2025.

A suspensão temporária da vacina contra dengue produzida pelo Instituto Butantan foi anunciada pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (8). A decisão ocorreu após o registro de 42 reações adversas consideradas graves entre cerca de 501 mil pessoas vacinadas, com dois óbitos sob investigação. Mesmo diante da paralisação, a rede pública mantém a aplicação da Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda, para pacientes brasileiros.

A vacina utilizada pelo SUS, a Qdenga, está disponível na rede pública desde 2024. Ela é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e utiliza vírus da dengue atenuado, ou seja, enfraquecido para o processo de imunização.

Situação atual da vacinação

A estratégia com o Butantan envolvia profissionais da Atenção Primária à Saúde e pessoas de 15 a 49 anos, em cidades-pilot: Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e na região de Araguaína (TO). A paralisação não interrompe a vacinação com a Qdenga em nenhum desses locais.

Especialistas atuam para esclarecer o cenário. A direção de uma comissão de vacinas afirma que a medida segue protocolos internacionais de monitoramento e não significa, por si só, que a vacina seja insegura ou que os eventos estejam causados por ela, destacando a importância de evitar aumento da hesitação vacinal. Em relação aos impactos, o monitoramento aponta queda na circulação da dengue no país.

A ocorrência de dengue segue sob análise epidemiológica. Este ano, a incidência ficou em cerca de 171,1 casos por 100 mil habitantes, enquanto em 2025 o índice foi de aproximadamente 3.193 casos por 100 mil. Esses números ajudam a contextualizar a percepção de risco e a necessidade de imunização contínua.

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