- Estudo da healthtech Starbem aponta que 72% dos participantes vivem sob níveis elevados de tensão, descritos como modo de sobrevivência.
- A pesquisa acompanhou 1.868 pessoas por seis meses e encontrou impactos no funcionamento cognitivo, afetando planejamento, tomada de decisão, criatividade e relações interpessoais.
- A qualidade do sono é fortemente impactada: 58% dormem mal ou muito mal, e apenas 13% avaliam o sono como bom ou excelente.
- Efeitos fora do trabalho incluem mente ainda conectada a cobranças, o que reduz convivência familiar e social; a hiperconectividade é citada como fator da ansiedade.
- Recomendações apontam a importância de acompanhamento psicológico, descanso adequado, limites entre vida pessoal e profissional, pausas, prática de atividade física e redução de exposição a telas.
O esgotamento mental tem se intensificado na rotina de muitos brasileiros. Um estudo da healthtech Starbem aponta que 72% dos participantes vivem sob níveis elevados de tensão, definido como modo de sobrevivência, com alerta contínuo ao estresse. A pesquisa acompanhou 1.868 pessoas por seis meses.
Os dados indicam impacto significativo no funcionamento cognitivo. A exposição prolongada à pressão compromete áreas de planejamento, tomada de decisão, criatividade e relacionamentos. Tarefas simples passam a exigir mais esforço, e a concentração tende a diminuir.
Sono e bem-estar
A qualidade do sono aparece entre os aspectos mais afetados. 58% dos entrevistados relataram sono ruim ou muito ruim, enquanto apenas 13% o classificaram como bom ou excelente. O estudo aponta relação direta entre estresse elevado e pior descanso, gerando ciclo de exaustão.
Vida além do trabalho
O estresse também reverbera na vida pessoal. Mesmo com o encerramento das atividades, a mente costuma permanecer ligada a cobranças, prejudicando convívios familiares e sociais. A hiperconectividade é identificada como fator da sensação de vigilância contínua.
Produtividade e sinais de alerta
O relatório aponta névoa mental, dificuldade de raciocínio e redução do foco como efeitos da sobrecarga emocional, reduzindo a produtividade. O presenteísmo, estar ativo no trabalho com desempenho baixo, também foi observado em trabalhadores.
Caminhos e apoio
Casos em que houve acompanhamento psicológico apresentaram melhora de atenção, motivação e bem-estar. Especialistas indicam proteção do descanso, limites entre vida pessoal e profissional e estratégias para desconectar das demandas.
Medidas recomendadas
Práticas como sono regular, pausas periódicas, atividade física e redução do tempo em telas são sugeridas para mitigar os impactos. Atividades de lazer e convivência familiar também são apontadas como fatores de recuperação emocional.
Sinais de alerta
Cansaço persistente, queda de produtividade, insônia, problemas de memória, irritabilidade, alterações de humor e perda de interesse surgem como sinais precoces. Profissionais de saúde mental podem oferecer apoio para prevenir agravamento.
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