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Hormônios explicam as sensações do amor, segundo pesquisas

Dopamina, ocitocina, noradrenalina e outros hormônios explicam a euforia, o vínculo e a sensação de amor como química no cérebro

Foto: Reprodução/Shutterstock
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  • A dopamina atua como combustível da paixão, gerando euforia, energia e sensação de recompensa no cérebro.
  • A noradrenalina provoca as reações físicas da paixão, como batimentos acelerados, respiração rápida e suor nas mãos.
  • A feniletilamina aumenta bem‑estar ao estimular dopamina e noradrenalina, acionada por olhares, sorrisos, toques ou apertos de mão.
  • A ocitocina, hormônio do amor, é liberada no contato físico e fortalece vínculos, confiança e apego; seus níveis caem quando a relação esfria.
  • A serotonina, as endorfinas e a vasopressina ajudam no equilíbrio emocional, conforto, apego e lealdade, contribuindo para a saúde do relacionamento.

O amor é ciência tão antiga quanto a poesia. Ao nos apaixonarmos, o cérebro libera hormônios e neurotransmissores que explicam sensações como aceleração do pulso, euforia e vínculos afetivos. A leitura atual detalha quais substâncias estão envolvidas em cada fase.

Especialistas destacam que a dopamina atua como combustível da paixão, acionando o sistema de recompensa e gerando energia, entusiasmo e a sensação de “borboletas no estômago”. O efeito também aparece ao saborear chocolate ou ouvir uma música favorita.

A reação física da paixão envolve a noradrenalina, que acelera batimentos, respiração e dilation de pupilas. O resultado são mãos suando, coração acelerado e uma excitação intensa que muitos descrevem como iminente.

Dopamina

A dopamina é liberada em grande quantidade no núcleo accumbens, ligado ao prazer. Ela explica a euforia, o impulso de buscar a companhia da outra pessoa e o entusiasmo que marca o início do relacionamento.

Feniletilamina

Conhecida como “hormônio da paixão”, a feniletilamina estimula dopamina e noradrenalina. Pequenos gestos, como um olhar ou um toque, podem desencadear sensação de bem-estar e animação.

Ocitocina e vasopressina

A ocitocina, o chamado hormônio do amor, é liberada no contato físico como beijos, abraços e mãos dadas. Ela fortalece vínculos, confiança e transforma a paixão em amor estável. A vasopressina atua em apego e lealdade, contribuindo para relações duradouras.

Serotonina e endorfinas

A serotonina contribui para o equilíbrio emocional, sono e bem-estar, aspecto relevante para relacionamentos saudáveis. Já as endorfinas garantem conforto e tranquilidade, associadas à sensação de segurança no vínculo.

Por que o amor parece viciante?

Estudos de neuroimagem indicam que áreas associadas à recompensa se ativam como em drogas recreativas durante a paixão. O córtex pré-frontal, responsável por julgamentos, tende a ficar menos ativo no auge da paixão, favorecendo decisões impulsivas.

Benefícios para a saúde

Relacionamentos saudáveis reduzem o estresse, fortalecem a imunidade e melhoram o humor. A ocitocina, por exemplo, reduz o cortisol e pode favorecer o sono de qualidade, contribuindo para o bem-estar geral.

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