- A Meta atualizou a plataforma de óculos inteligentes Ray-Ban e Oakley e removeu menções ao código de reconhecimento facial presente no aplicativo, segundo relata o veículo Wired.
- O recurso, chamado NameTag, seria capaz de transformar rostos capturados pelas câmeras em assinaturas biométricas únicas para identificação, conforme o material detectado pela reportagem.
- A Meta criticou a matéria da Wired, dizendo que nenhuma decisão final sobre o tema foi tomada e que o recurso estaria em fase exploratória; executivos da empresa também classificaram a reportagem como enganosa.
- A Wired informou ter enviado dez perguntas à Meta buscando detalhes sobre o código, dados de rostos e possível armazenamento de imagens, questionamentos que a empresa não respondeu até o momento.
- O caso já havia sido tema de relatos anteriores sobre um projeto interno, com especialistas e ativistas defendendo que a plataforma não deveria avançar com reconhecimento facial em óculos inteligentes devido a riscos de vigilância e uso indevido.
Após denúncia da Wired, a Meta removeu referências a um código de reconhecimento facial de óculos inteligentes na plataforma. A atualização recente apagou as menções ao recurso que havia surgido apenas como experimento.
O código surgiu em meio ao uso de óculos Ray-Ban e Oakley, próximos aos dispositivos vestíveis da empresa. O mecanismo, chamado NameTag, poderia transformar rostos capturados pelas câmeras em assinaturas biométricas únicas, facilitando a identificação.
O que a Wired apontou
A Wired apontou a presença de software de reconhecimento, código-fonte e um sistema de notificações ligado ao eventual funcionamento do NameTag. A publicação indicou que praticamente tudo relacionado ao recurso foi removido na atualização mais recente.
A reportagem também informou que a presença do recurso como projeto interno já havia sido coberta pelo The New York Times, sem confirmação de implementação. Especialistas e ativistas, por sua vez, destacaram riscos de assédio, perseguição e vigilância.
Posição da Meta
A empresa afirmou que a reportagem não deixou claro que o recurso não estava habilitado e era apenas exploratório, sem planos de lançamento. Executivos criticaram a cobertura, afirmando que nenhuma decisão final havia sido tomada.
A Wired informou ter enviado dez questões à Meta solicitando detalhes sobre o código, sobre bases de dados de rostos, armazenamento de imagens e eventual servidor dedicado. A Meta não confirmou nem negou tais informações nem respondeu aos questionamentos.
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