- O Ministério do Meio Ambiente quer orçamento extraordinário de R$ 350 milhões para o Ibama e o ICMBio neste ano, em função da alta probabilidade de El Niño forte.
- Os recursos já foram aprovados, mas só devem ficar disponíveis após novas definições sobre as projeções do fenômeno climático.
- Na próxima semana, MMA e meteorologistas devem atualizar as previsões, em sua quarta reunião do ano, para embasar decisões da Sala de Situação.
- Se as previsões mais pessimistas se confirmarem, está previsto definir um plano estratégico a ser acionado no começo de julho.
- O Cemaden já alertou o governo sobre possíveis desastres; há expectativa de ondas de calor, risco de incêndios no Pantanal e na Amazônia, e chance de enchentes no Sul.
O Ministério do Meio Ambiente quer um orçamento extra no valor de 350 milhões de reais para o Ibama e o ICMBio, devido à alta probabilidade de ocorrer um El Niño forte ou extraforte neste ano. Os recursos dependem de novas definições sobre as projeções climáticas.
O primeiro aval já foi dado, mas a liberação ocorrerá apenas após técnicos do governo ampliarem as previsões. Na próxima semana, integrantes do MMA discutem com meteorologistas as estimativas para os próximos meses.
Esta será a quarta reunião do ano entre o MMA e especialistas. O objetivo é embasar a Sala de Situação, coordenada pela Casa Civil, com participação de ministérios e órgãos estratégicos para o combate a incêndios florestais.
Operação e planejamento
As consultas com meteorologistas devem confirmar um plano estratégico a ser acionado no início de julho caso as previsões mais pessimistas se confirmem. André Lima, secretário extraordinário de controle do desmatamento, afirmou que, se confirmado, haverá um “botão vermelho” com medidas articuladas pelos ministérios.
O Cemaden já encaminhou alertas ao governo sobre possíveis desastres associados ao El Niño, incluindo regiões de risco no Pantanal e na Amazônia. Também há previsão de ondas de calor mais intensas e risco de enchentes no Sul do Brasil.
A previsão disponível indica aumento de temperaturas e maior probabilidade de incêndios florestais nas áreas sensíveis. As ações devem ser definidas em acordo entre órgãos federais para ampliar a proteção e a resposta a desastres.
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