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O que o cachorro sente quando você sai de casa

Exames de fMRI mostram que o cheiro do tutor ativa áreas emocionais no cérebro do cão mesmo quando ele está sozinho

A ciência revelou o que acontece no cérebro do seu cão quando você sai. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Estudos com ressonância magnética funcional mostram que o odor do tutor ativa o núcleo caudado, área ligada a emoções positivas e recompensa no cérebro canino.
  • Pesquisas sugerem que cães percebem a passagem do tempo por pistas ambientais e pela diminuição gradual do cheiro, associando horários de retorno a rotinas aprendidas.
  • A pesquisa de Gregory S. Berns, publicada em janeiro de 2015 na revista Behavioural Processes, usou fMRI em cães treinados para medir respostas a diferentes odores.
  • Em fevereiro de 2025, uma revisão liderada por Akash Kulgod na BMC Veterinary Research destacou o uso de EEG e fMRI para mapear memória, percepção, aprendizado e reconhecimento social em cães.
  • O conjunto de evidências aponta que o vínculo com humanos envolve várias regiões de recompensa, memória e reconhecimento, tornando o tutor parte do mundo emocional do animal.

O estudo revela que o cérebro do cachorro não apenas reage ao cheiro do tutor, mas processa esse odor como uma pista emocional relevante. Pesquisadores utilizaram ressonância magnética funcional (fMRI) para observar áreas ativas em cães treinados quando expostos ao odor humano. O objetivo é entender a profundidade da ligação entre cães e pessoas.

Os resultados mostram ativação significativa na região conhecida como núcleo caudado, ligada a emoções positivas, expectativa e recompensa. O achado sugere que o cheiro do tutor é percebido pelo cão como algo biologicamente relevante, e não como uma simples sensação olfativa.

Essa linha de pesquisa começou a ganhar corpo com o trabalho de Gregory S. Berns, publicado em Behavioural Processes em janeiro de 2015. O estudo avaliou diferentes odores para mapear respostas cerebrais em cães treinados.

Em fevereiro de 2025, uma revisão publicada na BMC Veterinary Research consolidou o uso de neuroimagem, com EEG e fMRI, para mapear memória, percepção, aprendizado e reconhecimento social em cães. A análise reuniu evidências sobre como cães interpretam emoções humanas e reconhecem indivíduos familiares.

Os achados ajudam a explicar por que muitos cães parecem sentir a ausência do tutor na ausência física. Ao longo do tempo, a diminuição do cheiro no ambiente, aliados a rotinas, iluminação, sons e horários habituais, pode moldar a expectativa de retorno do humano.

Conjunto de pesquisas reforça que o odor do tutor funciona como assinatura biológica capaz de acionar respostas emocionais específicas. Mesmo quando o tutor não está presente, o cão continua processando informações sensitivas que alimentam vínculos afetivos.

A partir dessas evidências, a neurociência canina avança para compreender melhor como cães reconhecem pessoas próximas e as emoções humanas. A relação entre cães e humanos revela mecanismos cerebrais sofisticados que vão além de comportamento aprendido.

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