- Pegadas de dinossauro totalizam 200 marcas, feitas há 166 milhões de anos, uma das mais longas trilhas já encontradas no mundo.
- O registro foi descoberto no Dewars Farm Quarry, em Oxfordshire, e levou a centenas de pegadas desenterradas durante as escavações.
- Os vestígios podem indicar Cetiosaurus, um saurópode de pescoço longo e quatro patas, que pode ter se movido em bando ou grupos de idades diferentes, ou até mais de uma espécie.
- O local originally era um lago tropical com várias ilhas, similar às Bahamas ou Keys da Flórida, onde dinossauros como Cetiosaurus e Megalosaurus viveram.
- A equipe trabalha com a pedreira e autoridades para decidir formas de preservar o sítio, e há expectativa de novas pegadas ainda por revelar.
Um conjunto de pegadas de dinossauros, formado por cerca de 200 impressões, data de 166 milhões de anos atrás. O achado, considerado um dos mais longos já encontrados, ocorreu no Dewars Farm Quarry, em Oxfordshire, no sul da Inglaterra.
As pegadas foram identificadas por um trabalhador do local há quatro anos, antes de a equipe de paleontólogos iniciar as escavações. Pesquisadores indicam que as trilhas pertencem a dinossauros saurópodes, como Cetiosaurus, de grande porte e pescoço longo.
A maior parte das pegadas está bem preservada, com quatro trilhas distintas variando em tamanho. A análise sugere que os animais poderiam ter se deslocado em grupo, possivelmente uma manada de indivíduos de idades diferentes, ou até diferentes espécies de saurópodes.
Contexto paleontológico
Os dinossauros Cetiosaurus eram quadrúpedes herbívoros que podiam atingir cerca de 18 m de comprimento. Em uma área próxima, já havia mostrado pegadas de Megalosaurus, outro réptil carnívoro que chegou a medir até 9 m, lembrando a figura do T-Rex.
Segundo os técnicos, o terreno ao redor das pegadas estava em um ambiente tropical e aquático, com um mar interior raso cobrindo a região naquela época. Pequenas ilhas teriam permitido a vida de várias espécies, incluindo Megalosaurus e Cetiosaurus.
Alguns vestígios indicam onde as trilhas de saurópodes e Megalosaurus se cruzavam, sugerindo interações entre grupos diferentes ao longo de uma mesma camada de sedimento.
Próximos passos e preservação
Os cientistas avaliam opções para conservar o sítio, trabalhando com a Smiths Bletchington e a Natural England. Ainda há expectativa de encontrar mais pegadas no local, ampliando o conhecimento sobre a vida na região naquele período.
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