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Fungo real que inspirou The Last of Us é encontrado na Amazônia

Fungo Ophiocordyceps, inspiração de The Last of Us, ocorre na Amazônia e manipula insetos, mas não representa ameaça à humanidade

O fungo zumbi existe, controla insetos e é ainda mais incrível que a ficção. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Ophiocordyceps é um fungo parasita encontrado na Amazônia que pode alterar o comportamento de formigas e outros artrópodes.
  • O ciclo começa quando um esporo invade o corpo do inseto, que passa a servir de hospedeiro para o fungo se desenvolver e se multiplicar.
  • O comportamento da formiga é modificado para favorecer a reprodução do fungo, levando-a a deixar a colônia, subir na vegetação e morder uma folha ou galho — a chamada “mordida da morte”.
  • Pesquisas indicam que o fungo não age diretamente no cérebro, mas produz moléculas que interferem na fisiologia e no sistema nervoso do hospedeiro.
  • Em setembro de 2025, estudo liderado por William C. Beckerson identificou um peptídeo do fungo que pode interagir com proteínas neuronais associadas ao comportamento dos hospedeiros.
  • Em agosto de 2025, estudo brasileiro descreveu uma nova linhagem de Ophiocordyceps associada a formigas no Brasil, reforçando a diversidade desse grupo na região.

O fungo Ophiocordyceps, famoso por “controlar” insetos, existe nas florestas tropicais da Amazônia. A pesquisa real inspirações de ficção, como The Last of Us, mas a realidade permanece focada em insetos. Trata-se de parasita especializado em hospedeiros específicos.

O ciclo começa quando um esporo atinge o corpo de uma formiga. O fungo se desenvolve, usurpando nutrientes e alterando comportamentos para favorecer sua reprodução, incluindo deixar a colônia e subir na vegetação até morder uma folha ou galho.

A mordida da morte, como é apelidada, cria ambiente ideal para o fungo prosperar após a morte do hospedeiro. A forma de agressão não ocorre como nos filmes, mas envolve sinais bioquímicos que afetam funções neurais.

Avanços científicos

Estudos recentes indicam que o fungo produz moléculas que interferem na fisiologia do inseto, não atuando como piloto no cérebro. Em pesquisa divulgada em setembro de 2025, a equipe liderada por William C. Beckerson descreve um peptídeo que se liga a proteínas neuronais ligadas ao comportamento.

Os autores apontam que a descoberta ajuda a entender os mecanismos de manipulação biológica. O trabalho é intitulado The First of Us: Ophiocordyceps use a novel scramblase-binding peptide to manipulate zombie ants. O estudo reforça o papel de moléculas específicas na relação parasita-hospedeiro.

Diversidade amazônica em foco

A Amazônia abriga grande diversidade de Ophiocordyceps, favorecida pelo clima quente e úmido. Em agosto de 2025, pesquisa publicada descreveu uma nova linhagem associada a formigas no Brasil, sinalizando que há muito a catalogar nessa família de fungos.

A descoberta reforça que o conhecimento sobre essas espécies ainda está incompleto. Novos trabalhos continuam a ampliar o entendimento sobre a ecologia, evolução e interações com hospedeiros.

Limites para humanos

A replicação desses fungos em humanos não é plausível. Cada espécie evoluiu para infectar hospedeiros específicos, levando em conta temperatura, sistema imune e anatomia. Não há evidência de que Ophiocordyceps possa controlar pessoas.

Essa especialização explica a ausência de riscos diretos à humanidade. Mesmo diante de ficção popular, a transmissão ou manipulação em humanos permanece improvável e não respaldada por dados científicos.

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