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Hoodoos de Bryce Canyon: formações geológicas que parecem de outro mundo

Hoodoos de Bryce Canyon, torres finas de calcário esculpidas pela erosão ao longo de milhões de anos, revelam paisagem surreal e milenar

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  • Bryce Canyon fica em Utah, nos Estados Unidos, e abriga hoodoos, torres de rocha formadas pela erosão do calcário macio em anfiteatros naturais, não um cânion tradicional.
  • A formação começou há cerca de sessenta milhões de anos, com sedimentos de mares antigos que viraram calcário, arenito e lamito; a erosão por vento, água e gelo modela as torres.
  • Cada hoodoo geralmente tem uma rocha mais firme no topo, o caprock, que funciona como proteção contra a erosão e dá a impressão de “chapéus” sobre as torres.
  • As cores vêm de minerais como ferro e manganês; ao nascer e ao pôr do sol a paisagem ganha tons de rosa, vermelho, laranja e branco; trilhas como Navajo Loop, Queen’s Garden e Fairyland Loop levam aos anfiteatros, e mirantes como Sunrise Point e Bryce Point oferecem vistas.
  • Além da geologia, há tradições indígenas que associam os hoodoos a seres transformados em pedra por atos perversos, contribuindo para o caráter enigmático do parque.

Bryce Canyon, no planalto de Utah, destaca-se pela paisagem de hoodoos, torres rochosas que parecem esculturas. O parque foi criado para proteger essas formações únicas, que cativam visitantes com cores vibrantes ao nascer e ao pôr do sol.

Os hoodoos são colunas de rocha finas, moldadas pela erosão ao longo de milhões de anos. Ventos, água e gelo atuam sobre calcário macio, gerando estruturas que parecem cidades naturais de pedra.

A área ocupa a borda do Paunsaugunt Plateau, onde a erosão escava anfiteatros naturais. O relevo cria um cenário distinto, mais próximo de esculturas do que de um cânion tradicional.

Formação e materialidade

Há cerca de 60 milhões de anos, mares antigos depositaram sedimentos que, ao secarem, deram origem a calcário, arenito e lamito. As camadas com densidades diferentes influenciaram a formação das torres.

A altitude elevada explica invernos rigorosos e verões quentes. A água que infiltra, congela e rompe a rocha, contribuindo para a modelagem contínua dos hoodoos.

A rápida dissolução do calcário pela chuva ácida também atua no intemperismo químico, removendo o cimento entre as rochas e abrindo espaço para novas formas.

Caprock e cores

Cada hoodoo costuma ter uma rocha mais dura no topo, o caprock, que protege a base da erosão. Assim, muitas torres aparecem com uma “capa” delicada.

Os tons de rosa, vermelho, laranja e branco provêm de minerais como ferro e manganês. A iluminação do nascer e do pôr do sol realça esse espetáculo.

Como explorar

Trilhas como Navajo Loop, Queen’s Garden e Fairyland Loop levam ao interior dos anfiteatros. Caminhar entre as formações oferece perspectivas diferentes e detalhes surpreendentes.

Mirantes como Sunrise Point e Bryce Point permitem contemplação sem esforço físico. Esses pontos são ideais para fotos e para sentir a grandiosidade do parque.

Contexto cultural

Segundo tradições indígenas, os hoodoos representam seres transformados em pedra por punição. A leitura mitológica reforça a aura enigmática da paisagem.

Bryce Canyon é descrito como uma obra-prima viva da Terra, com torres que contam histórias de mares antigos, tectônica e erosão. Visitar o parque oferece uma experiência geológica inesquecível.

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