- Maio de 2026 foi o segundo maio mais quente desde o início dos registros em 1940, com temperatura média global de 15,8 °C e 1,42 °C acima da média pré‑industrial.
- Na Europa, Reino Unido, França, Irlanda e Portugal registraram recordes de temperatura devido a uma onda de calor vinda do norte da África.
- A temperatura da superfície do mar ficou em segundo lugar, atrás de maio de 2024, em meio ao aquecimento associado ao El Niño.
- A Organização Meteorológica Mundial aponta 80% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre junho e agosto, o que aumenta o risco de eventos climáticos extremos.
- As previsões indicam que o próximo El Niño pode ser um dos mais fortes já registrados, elevando as temperaturas globais em 2027.
Nesta quarta-feira (10), o Copernicus Climate Change Service (ECMWF) revelou que maio de 2026 foi o segundo maio mais quente desde o início dos registros, em 1940. A temperatura média global ficou em 15,8°C, 1,42°C acima da média pré-industrial.
Em vários países europeus, recordes foram registrados durante o mês, com temperaturas que excederam o normal devido a uma onda de calor vinda do norte da África. Reino Unido, França, Irlanda e Portugal foram os mais afetados.
O relatório indica que a temperatura média da superfície do mar também ficou em segundo lugar, atrás de maio de 2024, em meio ao aquecimento associado a padrões climáticos distintos. O fenômeno El Niño, natural no Pacífico, também acena com impactos crescentes.
El Niño e tendências climáticas
A Organização Meteorológica Mundial apontou probabilidade elevada de desenvolvimento do El Niño entre junho e agosto, estimada em 80%. A condição tende a elevar ainda mais as temperaturas globais caso se confirme.
Especialistas destacam que o próximo El Niño pode ser um dos mais fortes já registrados, com previsão de intensificar eventos climáticos extremos e manter temperaturas altas em 2027. O diálogo entre entidades busca ampliar a preparação para impactos climáticos.
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