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Maior escorpião da história tinha tamanho de cachorro, aponta análise de fósseis

Nova análise confirma que Praearcturus gigas excedia um metro de comprimento e foi um dos primeiros grandes predadores da terra

Escorpião pré-histórico com pinças grandes e corpo segmentado, em uma ilha pantanosa com vegetação rasteira e rochas, sob um céu rosado ao entardecer
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  • O Praearcturus gigas foi identificado como o maior escorpião já conhecido, com mais de um metro de comprimento, que teria vivido entre 415 e 412 milhões de anos atrás nas áreas que hoje correspondem à Inglaterra e ao País de Gales.
  • Os fragmentos fósseis, armazenados no Museu de História Natural de Londres desde o século XIX, foram reanalisados pela Universidade de Manchester e confirmados como pertencentes a um escorpião gigante; a revisão foi publicada em 2 de junho no periódico Palaeontology.
  • Técnicas de fotografia de alta definição, tomografia computarizada e modelos 3D foram usadas para investigar as dimensões dos fragmentos e compará-los com descrições de fósseis de outras espécies.
  • A descoberta sugere que Praearcturus gigas foi um dos primeiros grandes predadores terrestres, abrangendo um momento em que a vida em terra firme apenas começava a se desenvolver.
  • Diferentemente de artrópodes gigantes de períodos posteriores, o estudo indica que Praearcturus possuía características típicas de escorpiões, contribuindo para entender a evolução de tamanho desses animais.

O Praearcturus gigas, antigo escorpião, é reconhecido como o maior artrópode já registrado. Estudos indicam que ele ultrapassava 1 metro de comprimento e viveu entre 415 e 412 milhões de anos atrás, na região que hoje corresponde à Inglaterra e ao País de Gales. A descoberta muda a percepção sobre o tamanho possível desses animais no Devoniano.

Fragmentos fossilizados foram encontrados no século XIX e guardados no Museu de História Natural de Londres. Por décadas, sua identidade permaneceu incerta, alternando entre isópode gigante e artrópode. A nova análise confirma que se trata de um escorpião gigante.

Metodologia da reclassificação

Pesquisadores da Universidade de Manchester publicaram a revisão no jornal Palaeontology, em 2 de junho. Técnicas modernas de fotografia, tomografia e modelagem 3D foram usadas para examinar os fragmentos e comparar com fósseis de outras espécies.

Implicações evolutivas

Segundo o estudo, Praearcturus gigas existiu no período Devoniano Inferior, antes da dominante presença de árvores. A pesquisa sugere que não havia grandes predadores terrestres, o que favoreceu o gigantismo desses primeiros artrópodes. Os autores discutem ainda relações com outros grupos.

Contexto anatômico e comparação

O trabalho destaca estruturas como o esterno triangular com sulco central, presente em Praearcturus e também em Eramoscorpius. Esses traços ajudam a confirmar a classificação como escorpião, afastando a hipótese anterior de crustáceo.

Perspectivas sobre a evolução

Os fósseis indicam que parte da vida de Praearcturus pode ter ocorrido em ambientes aquáticos, com transição limítrofe para terra. Estudos futuros podem esclarecer como esse grupo se relacionou com os escorpiões modernos e com outros aracnídeos.

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