- Metade dos norte‑americanos teme que a IA possa tirar empregos de alguém da família; 53% expressaram essa preocupação, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.
- Aproximadamente 37% disseram não se preocupar, e 10% ficaram indecisos ou não responderam.
- O levantamento ocorreu após demissões ligadas à IA em grandes empresas, incluindo a Intuit, que anunciou cortes globais para focar em IA.
- Entre os democratas, 61% estão preocupados, ante 47% dos republicanos. A pesquisa ouviu 4.531 adultos com margem de erro de 2 pontos percentuais.
- Pessoas com ensino superior usam mais IA (50%), comparado a 34% entre quem não tem diploma; 73% dos respondentes temem o aumento do uso da IA.
A metade dos norte-americanos teme que o avanço da inteligência artificial possa deixar alguém da família sem emprego, aponta uma pesquisa Reuters/Ipsos. O levantamento foi realizado ao longo de seis dias e concluído na segunda-feira (8). A percepção aparece após uma onda de demissões vinculadas à IA por grandes empresas nos EUA.
Ao todo, 53% dos entrevistados disseram compartilhar essa preocupação, com distribuição similar entre faixas etárias, gêneros e escolaridade. Cerca de 37% afirmaram não se preocupar, e 10% estiveram indecisos ou não responderam.
A pesquisa ocorreu em meio a anúncios de cortes de funcionários em áreas ligadas à IA. Entre as empresas citadas está a Intuit, que comunicou a demissão de 17% da sua força global para concentrar esforços em IA e na otimização de operações.
Dados da pesquisa e impactos
Os respondentes com ensino superior apresentam maior propensão ao uso de IA, com 50% relatando uso regular, contra 34% entre quem não tem diploma. Cerca de 73% dos americanos dizem estar preocupados com o aumento do uso da tecnologia.
Entre os democratas, 61% demonstram preocupação com a possibilidade de a IA ocupar empregos familiares, ante 47% entre republicanos. A amostra incluiu 4.531 adultos em todo o país, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Alguns casos individuais reforçam o tema. Uma profissionais de 62 anos relata a perda de um emprego de redação de políticas para autoridades, atribuída a mudanças impulsionadas pela IA. Em paralelo, o debate sobre IA ganhou espaço em eventos públicos e discussões institucionais.
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