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Polifenóis associados à atividade física apontam potencial contra sarcopenia

Polifenóis de alimentos são investigados por modularem genes e vias da força muscular em idosos, mas ainda faltam estudos robustos em humanos para orientar uso dietético

A prática regular de exercícios físicos, associada a uma alimentação rica em compostos bioativos, pode ajudar na preservação da força, da massa muscular e da autonomia durante o envelhecimento - Foto: Magnific
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  • Polifenóis presentes em café, chá verde, uvas, maçã, frutos vermelhos e cúrcuma podem ajudar a reduzir a perda muscular associada ao envelhecimento.
  • A revisão da USP Ribeirão Preto reúne dados de estudos experimentais, mas a maioria é em roedores, ainda sem confirmação em humanos.
  • Pesquisadores apontam que esses compostos podem modular genes e vias ligadas à função muscular e ao envelhecimento, inclusive por mecanismos epigenéticos.
  • A prevenção da sarcopenia deve combinar alimentação, atividade física e conhecimento sobre biologia do envelhecimento, sem substituir hábitos saudáveis.
  • Existem limitações: são necessários estudos maiores, padronizados e em humanos para definir quais polifenóis, quais doses e como fatores como microbiota e genética influenciam a resposta.

Polifenóis presentes em alimentos como café, chá verde, uvas, maçã, frutas vermelhas e cúrcuma aparecem como potenciais aliados na redução da perda muscular associada ao envelhecimento. A revisão científica realizada por pesquisadores da USP em Ribeirão Preto reúne dados de estudos experimentais sobre o papel desses compostos na prevenção da sarcopenia, condição que envolve queda de massa muscular e desempenho físico.

A pesquisa aponta evidências de que polifenóis podem modular genes e vias celulares relacionados à força muscular, mobilidade e envelhecimento. O trabalho combina perspectivas de gerociência, saúde muscular e regulação epigenética para entender como esses compostos alimentares poderiam contribuir para a manutenção da saúde muscular ao longo do tempo.

Segundo a equipe, ainda não há base suficiente para incorporar de forma específica esses polifenóis na dieta com foco na musculatura. A maioria dos estudos disponíveis utiliza modelos em roedores idosos, o que indica a necessidade de pesquisas em humanos com maior padronização, tamanhos de amostra maiores e seguimentos mais longos.

O que diz a revisão

A análise publicada na Frontiers in Aging resume que polifenóis possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, capazes de influenciar alterações biológicas associadas ao envelhecimento. O estudo destaca a hipótese de que esses compostos modulam atividades genéticas envolvidas na função muscular.

A equipe ressalta que a epigenética pode ser um caminho relevante, já que polifenóis parecem afetar a ativação de genes no músculo envelhecido. A compreensão desses mecanismos pode embasar futuras estratégias de nutrição associadas a exercícios físicos para a saúde muscular.

Perspectivas futuras e limitações

Os autores destacam limitações importantes: a necessidade de estudos maiores e mais padronizados para identificar quais polifenóis são mais eficazes, em quais doses e para quais perfis de pessoas. Fatores como microbiota intestinal e genética devem ser considerados na resposta aos compostos.

Para os pesquisadores, o objetivo é evoluir para abordagens mais personalizadas que integrem nutrição, atividade física e biologia do envelhecimento. A pesquisa atual sugere possibilidades, mas não estabelece recomendações práticas imediatas para uso específico na musculatura.

Contato e origem

A revisão foi conduzida por pesquisadores da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da USP, com participação de Guilherme Rodrigues, pós-doutorando do Lafem. Informações adicionais podem ser solicitadas ao responsável pelo estudo.

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