- Um estudo acompanhou 42 rinocerontes-do-único-chifre reintroduzidos em Manas, entre 2006 e 2021: 22 vieram de translocação e 20 foram resgatados e rehabilitados.
- De 2012 a 2022, foram registradas 35 crias em Manas: 19 filhotes de fêmeas translocadas e 9 de fêmeas rehabilitadas, além de cinco crias de mães nascidas no parque.
- Translocados se estabeleceram em áreas mais remotas, já as reabilitadas ficaram em áreas centrais, próximas a abrigos anti-caça e de presença humana.
- Apesar das nascimentos, a população ainda precisa de manejo contínuo, pois caça furtiva e o pequeno tamanho da população podem gerar riscos de endogamia.
- Especialistas sugerem gerenciar Manas como metapopulação conectada a Kaziranga e Pobitora, com manejo de habitat, remoção de plantas invasoras e preservação de fontes de água.
Manas National Park, na região de Assam, na Índia, abriga hoje uma população crescente de rinocerontes de um chifre. A reintrodução, iniciada em 2006, já resultou no nascimento de vários filhotes, sinal de adaptação, segundo a Mongabay India.
O estudo acompanhou 42 rinocerontes reintroduzidos entre 2006 e 2021: 22 vindos da natureza translocados de outras áreas e 20 resgatados ou órfãos, rehabilitados e soltos em Manas. Entre 2012 e 2022, nasceram 35 filhotes.
A pesquisa constatou padrões distintos entre os dois grupos. Rinocerontes transferidos se espalharam por áreas mais remotas do parque, enquanto os reabilitados permaneceram em zonas centrais, próximos a campas antipoaching e presença humana.
Essa diferenciação reforça a necessidade de manejo contínuo. Poaching no passado comprometeu a reprodução inicial e há risco de endogamia com a pequena população reintroduzida.
Especialistas defendem que Manas deve ser gerido como uma metapopulação conectada a parques vizinhos, como Kaziranga e Pobitora, além de outras populações no oeste de Assam.
Também é essencial manter o habitat, com controle de plantas invasoras e preservação de fontes de água perenes, para sustentar o crescimento da população.
- A notícia completa está disponível no portal da Mongabay India, com entrevistas e dados detalhados sobre o acompanhamento de longo prazo. –
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