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Comprimido para emagrecer em foco em pesquisas sobre diabetes e obesidade

Elecoglipron oral avança em fase dois, com redução de peso e melhora da glicose; fase três é crucial para confirmar eficácia e segurança

Novo integrante dos agonistas de GLP-1: avanço nas pesquisas (Medioimages/Thinkstock/VEJA/VEJA)
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  • O comprimido oral elecoglipron, desenvolvido pela AstraZeneca, age como o GLP-1; foi avaliado em fase 2 com resultados promissores e publicação no The Lancet.
  • No estudo VISTA com 310 adultos obesos ou com sobrepeso, a perda de peso variou de 2,6% (5 miligramas) a 10,5% (75 miligramas, dose aumentando semanalmente) em 26 semanas; 88,8% alcançaram pelo menos 5% de redução de peso na dose mais alta, contra 15,6% no placebo.
  • Os efeitos se mantiveram ao longo de 36 semanas, com redução média de peso de 11,8%, sugerindo que a perda máxima ainda pode não ter sido atingida.
  • No estudo SOLSTICE com 404 adultos com diabetes tipo 2, a HbA1c caiu de 0,91 ponto (5 miligramas) a 1,88 pontos percentuais (75 miligramas), com queda maior em doses mais altas; houve também redução de peso de até 7,7% em 26 semanas.
  • Efeitos adversos gastrointestinais foram os mais comuns; ainda é necessário confirmar eficácia e segurança em estudos de fase 3 antes de aprovação regulatória.

O medicamento oral para emagrecimento e controle glicêmico conhecido como elecoglipron, desenvolvido pela AstraZeneca, avança em pesquisas clínicas. Estudos de fase 2 indicam redução de peso e melhora no controle da glicose em adultos com sobrepeso ou obesidade, e também em pessoas com diabetes tipo 2. O composto imita o hormônio GLP-1, similar a outros tratamentos da atualidade, mas em formato de comprimido diário.

Os resultados surgem de dois estudos publicados no The Lancet. O primeiro acompanhou pacientes obesos ou com excesso de peso e comorbidades, avaliando diferentes doses. O objetivo foi medir perdas de peso após 26 semanas, com observação de efeitos adicionais no controle glicêmico.

O segundo estudo examinou adultos com diabetes tipo 2, avaliando sinais de eficácia glicêmica ao longo de 26 semanas. Em todos os casos, o parâmetro HbA1c teve quedas proporcionais à dose, associadas a reduções de peso.

Perda de peso

O estudo VISTA envolveu 310 participantes sem diabetes, com obesidade ou sobrepeso e condições associadas. A redução média de peso variou conforme a dose, indo de 2,6% a 10,5% em 26 semanas. O grupo placebo teve queda média de 0,6%.

Na dose mais alta, quase 89% dos participantes atingiram perda de pelo menos 5% do peso, frente a 15,6% no placebo. O benefício permaneceu estável até 36 semanas, com redução média de 11,8%. A administração oral, sem necessidade de jejum, é citada como vantagem prática.

Controle do diabetes

O estudo SOLSTICE contou com 404 adultos com diabetes tipo 2 que receberam ao menos uma dose de tratamento. A média de HbA1c inicial era 7,9%. Em 26 semanas, a redução variou de 0,91 ponto (5 mg) a 1,88 ponto (75 mg e dose escalonada). O grupo placebo apresentou queda de 0,15 ponto.

Além da melhoria glicêmica, houve perda de peso relevante, especialmente no grupo com maior queda de HbA1c, com redução média de 7,7% do peso em 26 semanas. Pacientes com diabetes costumam apresentar maior risco de complicações cardiovasculares e renais, o que sustenta o interesse por opções orais que atuem nos dois aspectos.

Efeitos adversos e próximos passos

Como outros agonistas de GLP-1, o elfoglipron apresentou efeitos gastrointestinais comuns, incluindo náusea, constipação, diarreia e vômitos. Em obesidade, 84% a 98% dos voluntários relataram eventos adversos, frente a 84% no placebo. Em diabetes, a frequência variou entre 63% e 87% nas diferentes doses.

Os pesquisadores avaliaram também diferentes velocidades de aumento de dose, medida importante para equilibrar eficácia e tolerabilidade nas primeiras semanas. Os resultados de fase 2 são promissores, mas ainda precisam ser confirmados em ensaios de fase 3 com mais participantes e acompanhamento prolongado.

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