- A Copa do Mundo de 2026, realizada entre os Estados Unidos, México e Canadá com 48 seleções em 16 cidades, é estimada como a mais emissora de CO₂ da história do esporte: cerca de 7,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
- As emissões virão principalmente do transporte, representando cerca de 87% do total; a média de distância percorrida pelos torcedores é de 19,4 mil quilômetros, e o torneio dura 10 dias a mais que o Catar.
- O volume de voos aumenta para atender quase 6 milhões de espectadores globais, com deslocamentos entre países-sede e entre estádios distantes, incluindo trajetos de mais de quatro mil quilômetros entre México e Canadá.
- A Fifa sustenta que não houve construção de novos estádios e que as partidas foram distribuídas para usar instalações existentes; a responsabilidade de reduzir emissões de transporte, energia, alimentação e resíduos fica com os países organizadores.
- Especialistas apontam que a Copa de 2026 pode ser a mais poluente de todos os tempos e sugerem que edições futuras adotem planos de baixo carbono, com investimentos em infraestrutura sustentável e conectividade a energias renováveis.
A Copa do Mundo de 2026, disputada em Estados Unidos, México e Canadá, será recordista em emissões de CO2 entre as edições do torneio. O estudo da Greenly aponta 7,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes, mais do que dobrando o total de 2018 no Catar.
O motivo é a logística ampliada: 48 seleções, 6 milhões de espectadores globais e deslocamentos internos entre cidades-sede. A distância entre o Estádio Azteca (Cidade do México) e o BC Place (Vancouver) supera 4 mil quilômetros sem compensações claras.
A média de ida e volta por torcedor fica em 19,4 mil quilômetros. A competição, 10 dias mais longa, terá participação muito maior de torcedores, elevando o peso dos transportes a estimados 87% das emissões totais, segundo a Greenly.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) não detalha metas de redução para o transporte, embora reconheça o impacto ambiental. A organização mantém o foco em infraestrutura existente, sem novos estádios, e repassa parte da responsabilidade aos países organizadores.
Estudos anteriores, do New Weather Institute e da rede Sport for Climate Action, já indicavam valores próximos de 9 milhões de toneladas. As pesquisas ressaltam a necessidade de políticas de mobilidade e de compensação transparentes para o evento.
A Fifa e seus parceiros, entre eles a Aramco, enfrentam críticas sobre a comunicação de emissões indiretas. As análises destacam falhas em avaliações anteriores de carbono e apontam para a urgência de medidas mais consistentes.
Perspectivas para o futuro
Especialistas defendem que futuras Copas adotem planos de baixo carbono similares aos Jogos Olímpicos de Paris, com metas ambiciosas de redução e investimento em infraestrutura sustentável. A ideia é alinhar obras com fontes renováveis e redes ferroviárias eficientes.
Alguns estudiosos sugerem que os recursos voltados para infraestrutura sejam priorizados em iniciativas de sustentabilidade. A proposta é reduzir a dependência de viagens aéreas e ampliar a eficiência energética dos estádios já existentes.
Entre na conversa da comunidade