Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Corredor climático para leopardos-das-neves no Quirguistão

Corredor ecológico Ak Ilbirs, quase 800 mil hectares, protege o leopardo-das-neves e outras espécies, com gestão regulatória para coexistência com pastores ante o clima

Banner image of an Asiatic ibex (*Capra sibirica*) in the mountains, a key prey of snow leopards. Camera trap photo courtesy of Ilbirs Foundation/UNEP.
0:00
Carregando...
0:00
  • Kyrgyzstan designou o corredor ecológico Ak Ilbirs, de quase 800 mil hectares, como proteção para leopardos-das-neves e outras espécies, conectando áreas protegidas e pastagens em 14 municípios.
  • O corredor foi criado pensando no clima futuro, via iniciativa CAMCA, com apoio da Procuradoria de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP), governo do país, Universidade Humboldt e organizações locais.
  • O funcionamento é regulatório, não envolvem retirada de terras nem proibições rígidas, apoiando a legislação ambiental existente.
  • Em cenários de emissões futuras, mais de sessenta por cento do habitat adequado para leopardos-das-neves e suas presas principais fica dentro do corredor.
  • Regras de manejo incluem zonas sem pastagem, proibições sazonais de pastagem e manutenção de pelo menos quarenta por cento da vegetação como alimento para a fauna; o projeto também capacita comunidades locais em alternativas de renda, como apicultura, cultivo de pomares e ecoturismo.

O governo do Quirguistão formalizou um corredor ecológico de grande extensão para leopardos-das-neves e outras espécies de montanha. Denominado Ak Ilbirs, o corredor abrange cerca de 800 mil hectares e foi criado com foco no clima do futuro.

A iniciativa mobiliza órgãos nacionais e parceiros internacionais. O CAMCA, coordenado pelo PNUMA, atua com o governo do país, a Humboldt Universität e organizações locais como CAMP Alatoo e a Ilbirs Foundation.

O projeto conecta áreas protegidas, pastagens e florestas em 14 comunidades rurais, buscando permitir a movimentação da fauna diante da mudança climática. Leopardos, argali e ibex devem encontrar trajetos seguros ao longo do corredor.

O desenho foi feito com base em previsões climáticas, conhecimentos locais e avaliações técnicas. Estudos indicam que mais de 60% do habitat adequado para leopardo e presas deve ficar dentro do corredor sob cenários futuros.

O formato do corredor difere de áreas estritamente protegidas. Segundo Murat Zhumashev, da CAMP Alatoo, a iniciativa adota uma abordagem regulatória e não envolve retirada de terra nem proibições severas.

Medidas de manejo incluem zonas sem pastagem e restrições sazonais de pastoreio, além de manter pelo menos 40% da vegetação como alimento para animais selvagens. Tais regras visam reduzir conflitos entre rebanhos e fauna nativa.

Com o apoio da UNEP, o CAMCA também investe na diversificação de renda para comunidades locais, com apicultura, pomares e ecoturismo como alternativas ao manejo exclusivo de grandes rebanhos.

A meta é manter o equilíbrio entre conservação e subsistência rural, promovendo mudanças políticas e de comportamento no terreno. Especialistas aguardam impactos positivos na saúde dos ecossistemas de montanha.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais