- Autoridades chinesas detiveram um homem identificado pelo sobrenome Li, em Chongqing, após vídeos de tortura de cães provocarem revolta pública.
- O suspeito supostamente se passava por interessado em adoção de animais para abusar de cães e gatos que acolhia, com as imagens sendo vendidas online.
- A divulgação começou depois que uma amiga de uma mulher que colocava filhotes para adoção compartilhou a experiência nas redes sociais.
- Mais de 100 manifestantes se reuniram em frente à casa de Li, na semana passada, em protestos que pediam punição severa para quem maltrata animais.
- A polícia não informou qual crime ele está sendo investigado; no país, o abuso de animais não é punível por lei, apesar do aumento da conscientização sobre o tema.
Foram detidos por autoridades chinesas um homem identificado pela família Li e outros envolvidos após vídeos de tortura a cães gerarem indignação pública. As imagens mostram maus-tratos e a venda do material online. A operação ocorreu após denúncias de que ele fingia adotar animais para abusá-los.
A polícia não informou qual crime está sendo investigado. Em Pequim, a prática de crueldade contra animais não é tipificada como crime, mas o tema tem ganhado atenção nos últimos anos. O caso ganhou repercussão nas redes sociais chinesas.
O episódio ficou conhecido após uma amiga de uma mulher que havia colocado filhotes para adoção divulgar a experiência na internet. Em Chongqing, mais de 100 pessoas protestaram diante da residência do suspeito na semana passada.
Protestos e investigações
Voluntários de um grupo de defesa animal encontraram um filhote adotado pelo homem abandonado em uma área comum do prédio, com ferimentos graves. Vídeos exibidos online mostram cena de agitação entre manifestantes e policiais.
Durante as manifestações, alguns participantes afirmaram terem sido impedidos de fotografar ou compartilhar imagens. Em redes sociais, internautas mostraram apoio à punição rigorosa para casos de crueldade.
As autoridades locais pedem cautela na divulgação de informações enquanto apuram fatos. A investigação continua em andamento para esclarecer responsabilidades e eventuais vínculos com a venda de vídeos.
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