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Gestão estruturada do TEA ganha novas estratégias

Gestão estruturada do TEA pode ampliar previsibilidade assistencial e reduzir custos, com ganhos entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões por ano e até 30% de eventos evitáveis

Foto: Banco de imagens/Getty Images / DINO
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  • Brasil tem 2,4 milhões de pessoas com TEA, segundo o Censo de 2022 divulgado pelo IBGE em 2025, aumentando a demanda por acompanhamento contínuo.
  • Hospitais e operadoras de saúde buscam modelos mais organizados de gestão do cuidado para oferecer maior previsibilidade assistencial.
  • A level utiliza abordagem baseada em dados para identificar, estratificar e acompanhar pacientes com TEA, integrando informações clínicas para orientar a organização do cuidado.
  • O mercado global de analytics na saúde movimentou mais de US$ 55,5 bilhões em 2025, impulsionado pela necessidade de suporte à decisão clínica e à coordenação do cuidado.
  • A empresa aponta que modelos estruturados de acompanhamento podem reduzir até 30% dos custos ligados a eventos evitáveis, com ganhos entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões por ano, variando conforme a carteira de beneficiários.

A gestão estruturada do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ganha novas estratégias no Brasil. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE em 2025, apontam 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA. Hospitais e operadoras de saúde buscam modelos de cuidado mais previsíveis para atender a demanda crescente e complexa.

Mariana Gaspers, CEO e cofundadora da level, aponta que a busca por visibilidade da jornada do paciente e por coordenação do cuidado acompanha uma tendência da saúde suplementar. O mercado global de healthcare analytics movimentou mais de US$ 55,5 bilhões em 2025, segundo MarketsandMarkets.

A level atua com inteligência analítica para apoiar a identificação, estratificação e acompanhamento de pacientes com TEA. O objetivo é consolidar informações da trajetória clínica e orientar ações coordenadas de cuidado ao longo do tempo.

Desafios de dados e organização

A empresa destaca a dificuldade de consolidar a jornada dos pacientes com TEA no sistema de saúde. Hoje, muitos registros existem em prontuários sem leitura consolidada para definir o nível de suporte necessário.

Mariana explica que, sem leitura integrada, o sistema tende a reagir apenas quando a demanda atinge estágio mais complexo, prejudicando a atuação preventiva e a qualidade do atendimento, além de impactar a gestão financeira.

A abordagem da level integra dados estruturados e não estruturados de hospitais e operadoras para classificar pacientes pelo nível de suporte exigido. A partir da estratificação, é possível organizar fluxos de acompanhamento e priorizar casos.

Impactos esperados e cenários

A executiva aponta que modelos estruturados de gestão tendem a aumentar a previsibilidade assistencial e a otimizar o uso de recursos, especialmente em condições que requerem cuidado contínuo e multidisciplinar. Dados indicam ganhos em organização da jornada e redução de custos.

Estimativas internas da level apontam potencial de redução de até 30% em custos com eventos assistenciais evitáveis em organizações de médio porte. Também há expectativa de ganhos financeiros com menor judicialização, variando conforme a carteira de beneficiários e o modelo adotado.

Gaspers ressalta que o debate sobre modelos estruturados ganha relevância conforme hospitais e operadoras buscam equilíbrio entre sustentabilidade financeira, qualidade assistencial e previsibilidade operacional. A tecnologia cumpre papel cada vez mais relevante nesse processo.

Perspectivas para o cuidado

A executiva afirma que transformar dados dispersos em informações úteis é o principal desafio, para apoiar decisões mais coordenadas ao longo da jornada assistencial. O foco está na organização das informações clínicas para intervenções mais tempestivas.

A discussão envolve tecnologia, gestão, coordenação do cuidado e organização dos fluxos assistenciais, segundo Mariana. O objetivo é promover cuidado mais organizado e contínuo para pacientes com TEA.

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