- Estudo da Universidade Técnica da Dinamarca aponta que o número de icebergs da Groenlândia quadruplicou nos últimos 25 anos, elevando riscos para navegação e ecossistemas marinhos.
- Icebergs transportam rochas e sedimentos por centenas de quilômetros, antes de afundarem e alterarem a vida no fundo do oceano.
- À medida que o gelo marinho recua, novas rotas marítimas se abrem e aumentam as chances de colisões com icebergs.
- No Estreito de Fram, a presença de icebergs quadruplicou desde o ano 2000.
- A proporção de blocos de gelo que formam grandes aglomerados aumentou 4,5% por década desde o início do século.
O número de icebergs provenientes das geleiras da Groenlândia quadrulicou nos últimos 25 anos, elevando o risco para navegação na região do Atlântico Norte. A descoberta é apresentada por um estudo da DTU, divulgado nesta quinta-feira.
Segundo a pesquisa, o desprendimento acelerado das geleiras altera habitats nas profundezas oceânicas e aumenta o transporte de rochas e sedimentos por centenas de quilômetros mar adentro, até afundarem. A mudança climática é apresentada como motor desse processo.
A análise afirma que o abarrotamento de icebergs coincide com a abertura de novas rotas marítimas, elevando a probabilidade de encontros entre navios e blocos de gelo em travessias.
O estudo, publicado na Nature, indica relação direta entre as alterações na superfície das geleiras e a maior disponibilidade de substratos duros no fundo do mar. A DTU ressalta que os impactos vão além do Ártico.
No Estreito de Fram, que separa o nordeste da Groenlândia do arquipélago de Svalbard, a presença de icebergs quadruplicou desde o ano 2000, aponta o relatório. Isso reforça a necessidade de monitoramento logístico e ambiental.
Dados do estudo mostram ainda que grupos de blocos de gelo — originários da Groenlândia e do Ártico russo — cresceram 4,5% por década desde o início do século, segundo a nota da DTU.
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