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Missão de Bilionário para Construir Táxis Espaciais

Mueller lidera Impulse Space, buscando mobilidade orbital rápida para mover cargas entre órbitas, com apoio governamental e competição da SpaceX

Tom Mueller
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  • Tom Mueller, ex‑SpaceX e fundador da Impulse Space, está desenvolvendo serviços de mobilidade no espaço com o objetivo de transportar satélites, cargas e, no futuro, pessoas entre órbitas.
  • A Impulse produz veículos com propulsão química (metano líquido e oxigênio líquido) para acelerar movimentos entre órbitas, prometendo reduzir de meses para 24 horas viagens entre órbitas diferentes.
  • Dois veículos principais da empresa são o Mira, menor, já realizou três missões, e o Helios, maior, capaz de levar até quatro toneladas; a primeira missão do Helios está prevista para 2027.
  • A empresa já recebeu quase US$ 400 milhões em contratos, com grande parte proveniente de gastos governamentais; o mercado espacial cresce com investimentos públicos e privados, incluindo planos da NASA e da Força Aérea dos EUA.
  • Mueller, com fortuna estimada em cerca de US$ 1,7 bilhão, aposta que a demanda por transporte rápido no espaço crescerá conforme satélites, missões lunares e cargas militares demandem serviços ágeis, mesmo com a presença da SpaceX.

Tom Mueller, veterano da propulsão, lidera a visão de uma mobilidade espacial com a Impulse Space, empresa fundada em Redondo Beach em 2021. O objetivo é transportar satélites, cargas e, no futuro, pessoas, usando veículos que não decolam da Terra mas operam a partir de plataformas de lançamento.

Mueller, 65 anos, ficou conhecido por ter desenvolvido motores para a SpaceX. Em 2021 ele deixou a SpaceX para criar a Impulse, buscando acelerar a logística entre órbitas com sistemas propulsivos rápidos movidos a metano e oxigênio líquidos.

A startup opera em um galpão de mais de 5.500 m², com produção integrada de motores, plataformas de missão e sistemas aviónicos. Dois modelos principais estão em desenvolvimento: Mira, para operações próximas à Terra, e Helios, para cargas maiores rumo a órbitas mais altas.

Origens e Trajetória

Mueller cresceu em Saint Maries, Idaho, e estudou engenharia na University of Idaho. Em 1985 mudou-se para Los Angeles para trabalhar na TRW, iniciando sua trajetória na indústria espacial. Em 2002 conheceu Musk, ingressando na SpaceX como primeiro funcionário.

Na SpaceX, Mueller liderou o desenvolvimento do motor Merlin, usado pelo Falcon 9, e supervisionou a propulsão da cápsula Dragon. Essa experiência o ajudou a conceber a ideia de mover cargas entre órbitas após o lançamento.

A Impulse fabrica seus próprios sistemas de propulsão, tanques de propelente e aviónios capazes de resistir a radiação. O foco é reduzir tempos de viagem entre órbitas, o que exige maior integração vertical na produção.

O que vem pela frente

A empresa já tem dois veículos: Mira, do tamanho de um cavalo, para operações próximas, e Helios, maior, capaz de levar até quatro toneladas para órbita geoestacionária em menos de 24 horas. O Helios deve realizar a primeira missão em 2027.

O mercado espacial é apontado como motor central de demanda, com previsões de crescimento expressivo. Contratos governamentais e investimentos privados sustentam a expansão, ao lado do impulso de grandes lançadores como a SpaceX.

A Impulse recebeu quase US$ 400 milhões em contratos, majoritariamente com gastos públicos. O presidente da empresa, Eric Romo, enfatiza a relação entre demanda e capacidade de missões rápidas.

Cenário e riscos

Especialistas ressaltam que mercados de satélites, missões lunares e cargas militares precisam de serviços de transporte rápidos, o que justifica a aposta da Impulse. No entanto, resta avaliar se a economia espacial crescerá na velocidade esperada para absorver a capacidade instalada.

A SpaceX representa uma possível concorrência, com grandes recursos para desenvolvimento de serviços orbitais. Mueller afirma estar preparado para mudanças, destacando que a inovação pode surgir de novas necessidades, não apenas de grandes nomes.

A reportagem foi publicada originalmente na Forbes. Fontes citadas incluem analistas e executivos do setor, que destacam a crescente atratividade do espaço como arena de negócios.

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