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Anac atualiza regras para drones e altera classificação

Anac atualiza regras de drones; operações passam a ser avaliadas pelo risco da missão, com habilitação para riscos intermediários e prazo de dois anos

Na imagem, um drone em momento de utilização. O novo modelo proposto pela Anac cria exigências proporcionais ao grau de complexidade de cada missão dos drones
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  • Operações com drones passarão a ser avaliadas pelo risco da missão, e não apenas pelo peso da aeronave; mudança aprovada pela Anac em 12 de junho de 2026.
  • O modelo novo estabelece exigências proporcionais à complexidade de cada missão, com habilitação específica para pilotos em atividades de risco intermediário, obtida por exame teórico online.
  • Operações de baixo risco mantêm regras próximas às atuais; atividades de maior potencial de impacto terão requisitos mais rígidos, semelhantes aos da aviação convencional.
  • A atualização faz parte do RBAC 100, buscando harmonizar regras nacionais com referências internacionais.
  • Implementação gradual: até dois anos para adequação; exame teórico disponível até o encerramento de 2026; documentos emitidos sob regulamentos anteriores permanecem válidos por ora.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) atualizou, nesta sexta-feira 12 de junho de 2026, as regras de drones no Brasil. A mudança parte do princípio de avaliar as operações pelo risco da missão, e não apenas pelo peso da aeronave. O ato integra o RBAC 100, que passa a concentrar as diretrizes para aeronaves não tripuladas.

Segundo a nova regulamentação, as operações de baixo risco mantêm requisitos próximos aos atuais. Atividades de risco intermediário passarão a exigir habilitação específica dos pilotos, obtida por meio de exame teórico em ambiente virtual administrado pela própria Anac. Missões de maior potencial de impacto continuam sujeitas a requisitos mais rigorosos.

A atualização harmoniza conceitos com referência regulatória internacional e adequa o Brasil às tendências de mercado e tecnologia. A Anac destacou que o RBAC 100 reúne as regras de forma mais proporcional à complexidade de cada missão.

Implementação dos operadores

A implementação ocorrerá de maneira gradual, com prazo de até 2 anos para adaptação. Autorizações operacionais poderão ser solicitadas conforme a necessidade. A prova teórica para determinadas categorias poderá ser realizada até o fim de 2026.

De acordo com a Agência Infra, documentos emitidos sob a regulamentação anterior continuarão válidos. Certificados, registros e autorizações concedidos antes da entrada em vigor não precisarão ser renovados imediatamente.

Perspectivas para o setor

A atualização visa acompanhar a expansão do mercado de drones no Brasil. A Anac reforçou que a mudança busca maior segurança sem frear a inovação, mantendo critérios proporcionais ao grau de complexidade de cada operação.

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