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Governo cria centro de monitoramento de riscos de remédios e vacinas

Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM) fica na Anvisa, fortalecendo a farmacovigilância; suspensão da vacina contra dengue do Butantan permanece em avaliação

Governo cria centro de monitoramento de riscos e efeitos adversos de remédios e vacinas
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  • O governo criou o Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM), criado por portaria publicada na sexta-feira, 12, vinculado à Anvisa, para analisar eventos adversos, emitir alertas e subsidiar decisões regulatórias.
  • A novidade chega na semana em que houve suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan, após 42 casos de reações graves, incluindo dois óbitos, ainda sob investigação.
  • O CNMM vai integrar o Brasil à rede global de farmacovigilância da Organização Mundial da Saúde, recebendo notificações de eventos adversos de mais de cem países.
  • Entre as atribuições do CNMM está identificar problemas de segurança de medicamentos e vacinas, manter bases de dados, divulgar alertas e propor medidas regulatórias quando houver risco à população.
  • O Programa Nacional de Imunizações apoiará o CNMM no acompanhamento de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação (Esavi); a decisão de suspensão é temporária e estará sujeita a novas investigações.

O Ministério da Saúde criou o Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM), unidade vinculada à Anvisa. A portaria que oficializa o órgão foi publicada nesta sexta-feira. A função é acompanhar eventos adversos, emitir alertas de segurança e subsidiar decisões regulatórias.

O CNMM reunirá dados sobre reações raras a vacinas, efeitos colaterais de medicamentos e outros sinais de risco. A iniciativa reforça a coordenação com o sistema internacional de farmacovigilância, incluindo a rede da Organização Mundial da Saúde.

A ação ocorre na mesma semana em que o Ministério suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue com a vacina do Instituto Butantan. A decisão seguiu o registro de 42 casos de reações graves, com dois óbitos sob investigação.

Como atuará o órgão

A Anvisa manterá a vigilância de segurança e consolidará bases de dados sobre eventos adversos. O CNMM também encaminhará notificações à OMS e divulgará alertas aos profissionais de saúde para orientar decisões regulatórias.

Entre as atribuições, está o gerenciamento de sinais de risco e a avaliação periódica de informações. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) apoiará o acompanhamento de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação (Esavi).

Contexto da vacina contra a dengue

A vacina Butantan-DV foi aprovada pela Anvisa em 2025, após 16 estudos clínicos e com cerca de 11 mil doses avaliadas ao longo de cinco anos. Em janeiro, o SUS começou a oferecê-la pelo PNI, como segunda opção de proteção contra dengue, ao lado da Qdenga, da Takeda.

O lançamento ocorreu inicialmente em Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Araguaína (TO). Em fevereiro, a imunização passou a atender profissionais da Atenção Primária em Saúde em todo o país.

Até 30 de maio, 501.044 doses haviam sido aplicadas, com 417.432 destinas a profissionais de saúde. A Saúde ponderou que 3.703 pessoas apresentaram sintomas compatíveis com dengue, e 42 exibiram sinais de alarme. Três casos foram graves, com dois óbitos, ainda sem confirmação de causalidade.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reiterou que ainda não há evidência suficiente para estabelecer relação causal entre as ocorrências graves e a vacina. O governo destacou a necessidade de investigação completa antes de retomar a estratégia de imunização.

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