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Livro de professor da USP é considerado um dos melhores do século 21

Obra analisa uso de medicamentos sem eficácia comprovada na pandemia; a Folha incluiu entre os dez melhores livros de não ficção do século 21

Capa do livro Cloroquination, de Chloé Pinheiro e Flavio Emery, com identidade visual em tons de vermelho e destaque para a obra que aborda a disseminação da cloroquina e de outras falsas curas durante a pandemia de covid-19 no Brasil.
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  • A USP teve o livro Cloroquination: Como o Brasil se tornou o país da cloroquina e de outras falsas curas para a covid‑19, de Flavio Emery e Chloé Pinheiro, listado pela Folha de S. Paulo entre os dez melhores livros brasileiros de não ficção do século XXI.
  • A obra, lançada em dois mil e vinte e dois pela Editora Paraquedas, analisa o uso de medicamentos sem eficácia comprovada durante a pandemia e discute ciência, saúde pública, política, mercado farmacêutico e desinformação.
  • Emery afirma que o reconhecimento valoriza um trabalho com base documental robusta, voltado ao público não especializado, com quase mil referências.
  • O livro defende a importância da comunicação científica em momentos de crise e ressalta o papel da ciência, da saúde pública e da informação de qualidade para a sociedade.
  • A obra envolve entrevistas com ex-ministros da saúde, profissionais da Anvisa, médicos, psicólogos e pacientes, abordando a história da farmácia, a política de medicamentos, o mercado e a centralidade dos pacientes nas decisões de saúde.

O livro Cloroquination: Como o Brasil se tornou o país da cloroquina e de outras falsas curas para a covid-19, de Flavio Emery e Chloé Pinheiro, entrou para a lista dos dez melhores títulos de não ficção do século 21, segundo a Folha de S.Paulo. A obra analisa o uso de medicamentos sem eficácia comprovada durante a pandemia e as relações entre ciência, saúde pública, política, mercado farmacêutico e desinformação.

A seleção da Folha foi feita a partir de indicações de especialistas. O lançamento ocorreu em 2022 pela Editora Paraquedas. Os autores apresentam quase mil referências e discutem a evolução do debate sobre tratamentos para a covid-19, buscando esclarecer impactos sociais, políticos e econômicos.

O professor Flavio Emery, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, afirma que o reconhecimento valoriza uma obra construída para o público amplo, com base documental sólida. Ele destaca a importância de comunicar ciência em momentos de crise.

Sobre a obra

O livro nasceu da colaboração entre Emery e a jornalista Chloé Pinheiro durante a pandemia. A dupla investigou o papel de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina no debate público, mesmo sem comprovação de eficácia. A obra também aborda promessas terapêuticas, medo social e desinformação.

Emery defende que medicamentos não são itens banais. Mesmo carregando esperança, eles envolvem riscos que demandam pesquisa, acompanhamento profissional e uso responsável. O texto enfatiza o papel do farmacêuta, da imprensa e do público na divulgação responsável.

Para a construção do livro, os autores ouviram ex-ministros da saúde, técnicos da Anvisa, médicos, psicólogos e pacientes. Embora o título foque nas falsas curas, o tema também aborda a história da farmácia, a política de medicamentos e a centralidade dos pacientes nas decisões de saúde.

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