- Três estudos de fase três com o comprimido oral orforglipron, agonista de GLP‑1 da Eli Lilly, apresentaram redução da HbA1c e ganho de peso em pessoas com diabetes tipo 2.
- No ACHIEVE‑3, a dose mais alta reduziu HbA1c em 2,2 p.p. e levou a perdas de 9,2% do peso, versus 1,4 p.p. e 5,3% da semaglutida oral.
- No ACHIEVE‑2, a redução de HbA1c atingiu 1,7 p.p. e a perda de peso chegou a 7,3% com a dose maior, em comparação à dapagliflozina.
- No ACHIEVE‑5, a queda de HbA1c foi de até 2,1 p.p. e a perda de peso chegou a 6,1% na dose máxima entre pacientes que utilizavam insulina.
- Nos Estados Unidos, o orforglipron já é aprovado para obesidade com o nome Foundayo; a FDA deve analisar pedido para diabetes tipo 2 até o fim de junho de 2026; no Brasil, o medicamento ainda não tem previsão de chegada.
A pílula oral orforglipron, desenvolvida pela Eli Lilly, mostrou resultados promissores em estudos de fase 3 para pessoas com diabetes tipo 2. O fármaco, ainda não aprovado para diabetes, já é utilizado no exterior para obesidade e pode competir com a semaglutida oral. A apresentação ocorreu no congresso da Associação Americana de Diabetes em Nova Orleans.
Nos testes, o orforglipron reduziu significativamente a hemoglobina glicada e promoveu perda de peso. Em dose elevada, houve queda média de até 2,2 pontos percentuais na HbA1c e perda de 9,2% do peso. Dados vieram de estudos com comparação a outros tratamentos já consolidados.
ACHIEVE-3: comparação com semaglutida oral
O estudo ACHIEVE-3 avaliou 1.698 adultos com diabetes tipo 2 que não tinha controle adequado com metformina. Em 52 semanas, a HbA1c caiu 2,2 pontos com a dose mais alta do orforglipron, ante 1,4 ponto com semaglutida oral. A perda de peso foi de 9,2% versus 5,3%.
ACHIEVE-2 e ACHIEVE-5
O ACHIEVE-2 envolveu 962 participantes sob metformina, comparando orforglipron com dapagliflozina. Em 40 semanas, HbA1c caiu 1,7 ponto com o novo comprimido, contra 0,8 ponto com a dapagliflozina, com até 7,3% de perda de peso na dose maior. Já o ACHIEVE-5 incluiu 546 pacientes usando insulina, com redução de HbA1c de 2,1 pontos na dose máxima, frente 0,8 ponto do placebo e 6,1% de perda de peso.
Efeitos adversos e indicação
Os efeitos adversos mais frequentes foram gastrointestinais, como náusea e diarreia. Mesmo com aprovação para diabetes, a indicação tende a ser individualizada e monitorada por profissionais de saúde. A segurança continua a ser estudada em diferentes perfis de pacientes.
Acesso, formato e custos
O formato oral facilita a adesão de quem tem receio de injeções. Nos EUA, o orforglipron já é oferecido para obesidade por meio de programas de desconto, o que pode reduzir o custo para segurados elegíveis. A viabilidade econômica varia por país.
Perspectivas para o Brasil
Atualmente, o orforglipron não está aprovado nem disponível no Brasil. Não há prazo oficial de chegada nem definição de preço. Se registrado futuramente, o medicamento pode ampliar opções de tratamento para diabetes tipo 2 e auxiliar no controle glicêmico e no peso.
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