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O que são terras raras e qual é seu papel na tecnologia

Com produção concentrada na China, Brasil detém a segunda maior reserva mundial e busca ampliar abastecimento para diversificar cadeias produtivas

Extração, em Minaçu (GO), de elementos essenciais à fabricação de ímãs permanentes, usados em veículos elétricos
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  • Terras raras são um grupo de dezessete elementos químicos, incluindo quinze lantanídeos mais o escândio e o ítrio, com propriedades químicas semelhantes e importância para tecnologia, energia e defesa.
  • Apesar de comuns na crosta terrestre, a dificuldade de extrair e processar em escala econômica os torna recursos estratégicos para a economia global.
  • São centrais para turbinas eólicas, carros elétricos, semicondutores, sensores, satélites e aplicações militares, impulsionando a transição energética e a economia digital.
  • A produção está concentrada em poucos países, com a China respondendo por cerca de setenta por cento da produção mundial e entre noventa por cento do refino e processamento; o Brasil possui a segunda maior reserva global.
  • A ANM estima cerca de 11,5 milhões de toneladas de óxido de terra rara em reserva provada e provável no Brasil, podendo chegar a 36,5 milhões se avanços na viabilidade econômica ocorrerem; o país busca ampliar abastecimento e participação nas cadeias globais.

A matéria aborda as terras raras, grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologia moderna. O tema ganha destaque pela demanda global em energia limpa, informática e defesa, com foco em produção, reserva e estratégias nacionais. A discussão envolve Brasil, China e mercados internacionais.

As terras raras incluem 15 lantanídeos, além de Scandium e Yttrium. Possuem propriedades como boa condutividade, maleabilidade e alta capacidade de armazenar energia. A terminologia não reflete abundância, e sim a dificuldade de extrair pureza econômica.

A importância cresce com a transição energética, a evolução de semicondutores e o avanço da IA. Turbinas eólicas, carros elétricos, chips e sensores dependem desses minerais, presente em componentes estratégicos de defesa e tecnologia.

Brasil como peça-chave

O país possui a segunda maior reserva global, segundo a ANM, estimada em cerca de 14% das reservas conhecidas. A disponibilidade depende de exploração economicamente viável e de capacidade de refino, ainda concentrada em poucos polos.

Governos discutem ampliar fornecedores e reduzir gargalos logísticos. Investimentos em mineração, pesquisa e acordos internacionais aparecem como pilares para assegurar cadeia produtiva estável.

Impacto econômico e tecnológico

A obtenção de terras raras pode gerar saldo comercial positivo e estimular indústria nacional. A produção brasileira, ainda com desafios de escala, é vista como oportunidade para suprir demanda interna e competir no mercado global de tecnologias avançadas.

Especialistas destacam o papel estratégico dessas reservas para soberania tecnológica e independência industrial, em um cenário de forte disputas geopolíticas. A pauta envolve sustentabilidade e desenvolvimento alinhados a metas ambientais.

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