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Retorno do El Niño pode impactar o clima em regiões do Brasil

El Niño retorna com chuvas acima da média no Sul e secas no Norte, aumentando riscos de enchentes, escassez hídrica e impactos econômicos

Fenômeno climático volta a ganhar força e preocupa especialistas pelos impactos no Brasil. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
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  • A Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA confirmou o retorno do El Niño, com possível acentuação entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
  • No Brasil, o Inpe e o Inmet alertam para enchentes no Sul e secas severas no Norte, o que pode impactar economia e o abastecimento de água.
  • Sul: chuvas muito acima da média e temporais frequentes, com risco de novas inundações e inverno com temperaturas mais altas.
  • Norte e Nordeste devem enfrentar secas prolongadas, queda no nível dos rios, afetando comunidades ribeirinhas, pesca e agricultura; aumenta o risco de queimadas.
  • Sudeste e Centro-Oeste: ondas de calor e chuvas irregulares; porém há regiões com mais chuva (Sul de São Paulo e Rio de Janeiro) e outras com estiagem (norte de Minas Gerais e Espírito Santo). A chance de o El Niño ser muito forte entre nov/2026 e jan/2027 é de 63%.

A Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA confirmou o retorno do El Niño, que deve ganhar intensidade no fim de 2026. No Brasil, órgãos como Inpe e Inmet alertam para riscos de enchentes no Sul e de secas severas no Norte, o que pode afetar a economia e o abastecimento de água.

O El Niño é um aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera ventos e a distribuição de vapor d’água, modificando padrões de chuva e temperatura ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

Riscos para o Sul do país

Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná devem enfrentar chuvosas volumes acima da média e temporais frequentes. Há alerta para novas inundações e enchentes, com inverno mais quente e menos geadas.

Regiões Norte e Nordeste em alerta

Aquecimento pode reduzir drasticamente as precipitações, elevando a seca na Amazônia e no Semiárido. A falta de chuva eleva o risco de queimadas, afeta rios e comunidades ribeirinhas, e prejudica a agricultura e a pesca.

Sudeste e Centro-Oeste também podem sentir

As regiões devem enfrentar ondas de calor mais intensas e verões mais secos em parte do interior. Em várias áreas, as chuvas ficam irregulares, com maior cumulatividade no Sul de São Paulo e no litoral fluminense.

Intensidade esperada e ações de monitoramento

Meteorologistas estimam 63% de chance de o El Niño ser muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Caso se confirme, o evento entraria para o grupo dos mais intensos desde 1950, exigindo vigilância constante de Defesa Civil e sistemas de monitoramento.

Fonte e contexto

As informações são compiladas a partir de apurações da Gazeta do Povo. A íntegra da matéria está disponível para leitura adicional pela própria equipe jornalística, com aprofundamento sobre o tema e dados técnicos de órgãos oficiais.

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