- A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de Ebola no estado neste ano, após análises do Instituto Adolfo Lutz.
- A paciente é brasileira, 31 anos, que viajou a trabalho para a província de Kivu do Norte, RD Congo, e apresentou sintomas a partir de 9 de junho.
- Ela foi atendida em um hospital particular na capital e transferida ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas; permanece internada, em tratamento para gastroenterocolite aguda, com evolução clínica favorável.
- A investigação foi iniciada pela Coordenadoria de Controle de Doenças e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica, pois a paciente preenchia critérios de caso suspeito devido ao histórico de viagem e aos sintomas.
- O estado já havia descartado um caso suspeito no início do mês; aquele caso envolveu um congolês de 37 anos, com resultado de Neisseria meningitidis. A SES afirmou que o risco de introdução permanece muito baixo e houve atualização de nota informativa para profissionais de saúde.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta sexta-feira, 12, que o segundo caso suspeito de ebola no estado foi descartado. A confirmação veio após exames do Instituto Adolfo Lutz.
A paciente é brasileira, 31 anos, que esteve na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. Ela voltou ao Brasil no sábado, 6, e apresentou diarreia e febre a partir de terça-feira, 9.
A mulher foi atendida em um hospital particular de São Paulo e transferida ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência nacional. Segue internada, com evolução clínica estável e diagnóstico de gastroenterocolite aguda.
Investigação e vigilância
A SES, por meio da CCD e do CVE-SP, iniciou a investigação por cumprir os critérios de caso suspeito, associando histórico de viagem a área com transmissão da doença.
No início do mês, São Paulo já tinha descartado o primeiro caso suspeito, de um congolês de 37 anos. O IAL detectou Neisseria meningitidis no paciente, meningite meningocócica.
A secretaria informou que as ações de vigilância foram ampliadas após o primeiro caso, com treinamento para profissionais de saúde e atualização da Nota Informativa Conjunta sobre o vírus.
Contexto e orientações
A atualização reiterou que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. As autoridades ressaltam a importância da notificação rápida de sinais gripais ou hemorrágicos em viajantes.
O estado segue monitorando possíveis contatos da paciente e coletando informações para confirmar a continuidade da vigilância epidemiológica, sem indicar novas medidas restritivas até o momento.
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