- Estudo com 2.044 idosos japoneses com mais de 64 anos encontrou associação entre níveis de vitamina C no sangue e características cerebrais ligadas à memória e à atenção.
- Pessoas com menor vitamina C apresentaram menor volume de substância cinzenta e menor conectividade na rede de modo padrão, relacionada à memória e à recordação de experiências.
- A relação permaneceu mesmo após ajustar fatores como idade, escolaridade e prática de atividade física.
- A conclusão aponta apenas associação, não causalidade, sobre a relação entre vitamina C e funcionamento cognitivo.
- A pesquisa foi realizada pela Universidade de Hirosaki e publicada, em junho de 2026, na revista PLOS One.
Vitamina C pode estar associada a traços da memória em idosos, segundo pesquisa publicada na PLOS One. O estudo avaliou como os níveis sanguíneos da vitamina se relacionam com estruturas cerebrais.
Foram analisados 2.044 japoneses com mais de 64 anos. Além de medir a vitamina C, os pesquisadores utilizaram ressonância magnética para mapear o cérebro, buscando ligações com memória e atenção.
Os resultados mostraram que quem apresentava níveis mais baixos de vitamina C tinha, em média, menor volume da substância cinzenta e menor conectividade na rede de modo padrão, relacionada à memória e à atenção.
O que os pesquisadores concluíram
A associação observada não implica causalidade, apenas correlação entre vitamina C e características cerebrais. O estudo reforça a investigação sobre o papel da alimentação no envelhecimento cerebral.
Detalhes da metodologia
Os participantes, com idade média superior a 64 anos, tiveram controles por fatores como idade, escolaridade e prática de atividade física. A análise combinou dados bioquímicos e neuroimagem.
Impacto e próximos passos
Especialistas destacam que os achados ajudam a entender possíveis caminhos entre nutrição e cognição. Pesquisas futuras poderão esclarecer se mudanças na ingestão de vitamina C alteram aspectos da memória.
Fontes e bibliografia
A pesquisa foi conduzida pela Universidade de Hirosaki, no Japão. Os resultados foram divulgados em junho de 2026 na revista científica PLOS One.
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