- Estudo da Genera, em 2025, aponta que brasileiros têm, em média, 3,73% de ancestralidade associada ao Magrebe, região do Norte da África.
- A herança marroquina veio por meio de movimentos genéticos ligados à Península Ibérica, não de migração direta de africanos para o Brasil.
- Muçulmanos que ocuparam a Península Ibérica entre os séculos oitavo e quinze teriam influenciado o DNA dos brasileiros via colonização portuguesa e espanhola.
- O trabalho aponta que, além do Magrebe, há componentes europeus, africanos, ameríndios e asiáticos na composição genética brasileira.
- A composição média do brasileiro é: 76,71% europeia, 9,44% africana, 5,93% ameríndia, 5,58% associada ao Oriente Médio e Magrebe e 2,34% asiática.
O que aconteceu: estudo de ancestralidade genética aponta que brasileiros, em média, possuem 3,73% de origem associada ao Magrebe, região do Norte da África que inclui Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia. A análise foi realizada pela Genera em 2025 com mais de 228 mil brasileiros.
Quem está envolvido: laboratório Genera liderou o levantamento, que contou com participação de médicos e geneticistas ligados ao estudo da população brasileira. O objetivo foi mapear componentes genéticos presentes no DNA dos brasileiros.
Quando e onde: a pesquisa foi divulgada em 2025, com dados coletados ao longo de anos anteriores. O universo de participantes abrange pessoas de várias regiões do Brasil, sem relação com um local físico específico de coleta.
Por quê: a origem magrebina está ligada a traços herdados por meio de heranças da Península Ibérica, repetidamente influenciada por povos muçulmanos entre os séculos 8 e 15. O estudo ressalta que a presença não implica migração direta recente de africanos do Norte para o Brasil.
Contexto histórico e científico
A contribuição genética do Magrebe decorre de movimentos históricos na Península Ibérica durante a ocupação muçulma, que moldaram a composição genética brasileira ao longo de séculos. Especialistas destacam que traços antigos podem aparecer em populações modernas sem correspondência direta de migrações recentes.
Dados adicionais do estudo
O levantamento também aponta que, em média, a composição brasileira é 76,71% europeia, 9,44% africana, 5,93% ameríndia, 5,58% ligada ao Oriente Médio e Magrebe e 2,34% asiática. Esses números ajudam a entender a miscigenação presentes no país.
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