- NOAA confirmou oficialmente o retorno do El Niño, ativo no Pacífico, com probabilidade de 60% de atingir intensidade forte até o final do ano.
- A temperatura na região equatorial central já está 0,7 °C acima da média histórica e pode superar 2 °C nos próximos meses, sinal de El Niño mais intenso.
- No Brasil, o fenômeno tende a trazer mais chuva no Sul, secas no Norte e no Nordeste e maior risco de queimadas no Centro-Oeste.
- A Oscilação Decadal do Pacífico pode moderar parte dos impactos, mas especialistas ressaltam que problemas devem aparecer mesmo com intensidade menor.
- Mais de 8,5 milhões de pessoas vivem em áreas de risco no país; a população é orientada a consultar a Defesa Civil sobre os riscos locais e como agir.
O NOAA confirmou oficialmente o retorno do El Niño. O fenômeno já está ativo no Pacífico e pode se intensificar nos próximos meses, com potencial de alcançar intensidade forte até o fim do ano, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira.
A projeção aponta 60% de chance de o El Niño atingir forte intensidade até dezembro. A confirmação destaca que o aquecimento das águas equatoriais favorece mudanças climáticas globais relevantes.
Atualmente, a temperatura da região central do Pacífico está 0,7°C acima da média histórica, classificada como fraca, mas com tendência de aumento. A expectativa é de que possa superar 2°C nos próximos seis meses.
Impactos esperados no Brasil
A análise indica padrões previsíveis: maior chuva no Sul, secas no Norte e Nordeste, e risco elevado de queimadas no Centro-Oeste. Eventos recentes mostram que o El Niño pode alterar regimes hídricos com impactos variados.
O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, ressalta que o aquecimento global tende a intensificar consequências, mesmo sem El Niño extremo. Situações como enchentes isoladas e secas históricas já ocorreram em episódios anteriores.
Um fator moderador possível para o Brasil é a Oscilação Decadal do Pacífico (PDO), que alterna fases de água quente e fria. Em fases frias, o efeito do El Niño tende a ser menos intenso no país, mas problemas continuam.
Risco populacional e ações preventivas
Estima-se que mais de 8,5 milhões de pessoas estejam em áreas de risco no território brasileiro, muitas sem percepção desse status. Identificar o tipo de risco e seguir orientações da Defesa Civil é fundamental para aumentar a resiliência.
Especialistas pedem que a população busque informações oficiais e mantenha a comunicação com as autoridades locais. A participação social é destacada como determinante para acelerar ações preventivas.
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