- Ana Paula Ferreira Mota, de Fortaleza, foi diagnosticada com linfoma não Hodgkin e fez oito sessões de quimioterapia.
- O tratamento resultou em menopausa precoce induzida pelos fármacos usados na terapia.
- O PET-Scan, na sexta sessão, mostrou que não havia mais sinal de tumor.
- Dez meses após o fim da quimioterapia, durante a menopausa, ela engravidou naturalmente e hoje tem Rafael Victor, de três anos.
- A gestação foi anunciada como presente para a família.
A empresária e decoradora Ana Paula Ferreira Mota, de 43 anos, foi diagnosticada com linfoma não Hodgkin após perda de peso e queda de cabelo. Em Fortaleza (CE), ela precisou interromper o sonho de ter o segundo filho.
A doença levou a oito sessões de quimioterapia. O tratamento foi considerado bem-sucedido após a sexta sessão, quando o PET-Scan não confirmou mais sinais de tumor em qualquer região do corpo.
Como efeito do tratamento, Ana Paula entrou em menopausa precoce, induzida pela quimioterapia. A ginecologista Fernanda Schier de Fraga explica que alguns fármacos visam células com alta atividade e podem afetar os ovários, reduzindo hormônios como estrogênio e progesterona.
O desfecho e a gravidez
Mesmo em menopausa induzida, a paciente manteve relação sem preservativo durante dois anos por orientação médica. Em dezembro de 2021, dez meses após o fim da quimioterapia, Ana Paula engravidou naturalmente do Rafael Victor, hoje com 3 anos. O casal descreve a criança como um presente para a família, resultado de um momento considerado inesperado pelo tratamento.
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