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Estudo da USP mostra melhora cognitiva em idosos com ginástica cerebral

Estudo com 207 idosos na USP aponta melhora na memória e nas funções executivas com o Método Supera, reduzindo queixas cognitivas em sessenta por cento

Doutora pela Universidade de São Paulo, Thaís Bento é gerontóloga e uma das autoras da pesquisa
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  • Estudo da USP, publicado na revista International Psychogeriatrics, aponta melhora na memória, nas funções executivas e na saúde emocional de idosos submetidos ao Método Supera.
  • Resultados incluem redução de 60% nas queixas cognitivas, ganho de cerca de 45% na memória e queda de 29% em sintomas depressivos ao longo de um ano.
  • Ensaio clínico randomizado com 207 participantes saudáveis acompanhados por 24 meses, com três grupos: estimulação cognitiva pelo Método Supera, controle ativo e controle passivo.
  • Intervenções envolveram ábaco, lápis e papel, jogos, dinâmicas de grupo e acesso a plataforma online; pesquisa com participação de alunos da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.
  • Destaque para o papel social presencial na adesão e no bem-estar, com convivência, vínculos fortalecidos e redução da solidão.

Em estudo conduzido por pesquisadores da USP, idosos saudáveis participaram de um programa de estimulação cognitiva com o Método Supera. A pesquisa avaliou impactos na memória, funções executivas e saúde emocional ao longo de 24 meses. O trabalho foi publicado na revista International Psychogeriatrics.

A investigação envolveu 207 idosos sem comprometimento cognitivo ou depressão. Os participantes foram randomizados em três grupos: estimulação cognitiva com o Método Supera por 18 meses, controle ativo com informações sobre envelhecimento e saúde, e controle passivo apenas com avaliações.

O estudo ocorreu em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e contou com financiamento do Instituto Supera, conforme a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. A equipe incluiu estudantes da EACH e gerontólogos treinados.

Resultados relevantes

A pesquisa revelou redução de 60% nas queixas cognitivas entre os participantes que fizeram a estimulação. A melhora na memória foi de cerca de 45% ao longo do período. Além disso, houve queda de 29% nos sintomas depressivos.

De acordo com a pesquisadora principal Thaís Bento Lima da Silva, as mudanças se refletiram na rotina. Houve menor dificuldade em atividades complexas, como lidar com finanças, e maior engagement em exercícios cognitivos.

Metodologia e aspectos do programa

O ensaio clínico foi randomizado e cego, com avaliações neuropsicológicas realizadas sem que os avaliadores soubessem a que grupo pertenciam os participantes. Os estímulos cognitivos incluíram ábaco, jogos, dinâmicas de grupo e acesso a uma plataforma online de atividades.

Os grupos de comparação receberam educação sobre envelhecimento e saúde ou apenas passaram por avaliações. O formato presencial e em grupo contribuiu para a socialização e adesão ao programa, segundo os autores.

Considerações sobre saúde emocional e políticas públicas

Os autores destacam que o componente social favorece a motivação e a continuidade das atividades. O estudo aponta benefícios para o humor, autoconfiança e sensação de pertencimento entre os idosos.

Os resultados fortalecem a ideia de que a estimulação cognitiva pode atuar como recurso não farmacológico para preservar funções mentais. A equipe defende a adoção de políticas públicas preventivas com acesso amplo a programas de estimulação.

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