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Estudo identifica novas associações genéticas ligadas à ansiedade

Estudo com quase setecentos mil indivíduos identifica 74 regiões genéticas associadas à ansiedade; 39 são inéditas, reforçando papel ambiental

Pessoa sentada com as mãos entrelaçadas sobre as pernas cruzadas, vestindo camiseta cinza e calça preta. Fundo desfocado sugere ambiente interno.
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  • Estudo genético com 693.869 pessoas de ascendência europeia identificou 74 regiões do genoma associadas a sintomas de ansiedade; 39 são inéditas.
  • Genes como PCLO e SORCS3 mostraram relevância; muitos desses genes atuam no cérebro e na comunicação entre células nervosas.
  • A pesquisa, codirigida pelo King’s College London e pelo QIMR Berghofer, foi publicada na Nature Human Behaviour na terça-feira, 9.
  • A ansiedade é tratada como um espectro, indo da resposta natural ao estresse até transtornos crônicos, não como um estado fixo.
  • Variantes genéticas comuns explicam cerca de 6% da variação na gravidade da ansiedade; fatores ambientais e a interação gene-ambiente têm papel decisivo.

Um estudo de grande escala analisou dados genéticos de 693.869 pessoas de ascendência europeia e identificou o maior conjunto de associações genéticas já ligadas à ansiedade. As informações foram reunidas por equipes do King’s College London e do QIMR Berghofer, com publicação na Nature Human Behaviour na terça-feira.

Os pesquisadores adotaram uma abordagem de associação genômica ampla (GWAS) para mapear diferenças no DNA entre quem apresenta sintomas de ansiedade intensos e quem não apresenta. O objetivo foi entender melhor os mecanismos biológicos por trás do transtorno.

Metodologia e dados

A análise envolveu 74 regiões do genoma associadas a sintomas de ansiedade. Cerca de metade das regiões já havia sido reportada em estudos anteriores, enquanto 39 são inéditas. Genes como PCLO e SORCS3 tiveram evidência consistente de envolvimento.

Os resultados indicam que muitos genes relevantes atuam no cérebro, participando da comunicação entre neurônios. Mesmo assim, variáveis genéticas comuns explicam apenas cerca de 6% da variação na gravidade da ansiedade entre indivíduos.

Implicações da pesquisa

Os autores destacam que predisposição genética elevada não determina o desfecho. O risco depende de interação entre biologia, ambiente, experiências de vida e fatores psicológicos.

O aumento recente da ansiedade ao longo das gerações sugere que fatores sociais têm papel decisivo. Estratégias de saúde pública devem priorizar a modificação desses fatores para reduzir a incidência.

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